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Geni Santos Gilioli – 76 anos de pura vitalidade

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Com o passar das semanas vamos contando histórias que se somam e trazem belos exemplos aos leitores do Jornal Folha da Club. Na edição desta semana, trazemos uma referência de vitalidade, característica preservada por Dona Geni Santos Gilioli ao longo das décadas.
A agenda de compromissos durante os dias da semana demonstra o nível de atividade mantido por ela. “Eu preencho a minha agenda, só na segunda não tenho atividade. Na terça-feira a gente tem academia; quarta-feira vou rezar – vou na missa; quinta-feira tem o Conviver, depois tem academia e na sexta-feira no pilates”, declara. E a segunda-feira não ficará livre por muito tempo. “Vou me inscrever na aula de violão. Eu já sei tocar, mas só para ficar um pouquinho melhor”, diz, às gargalhadas.
A forma de ver e viver a vida também é transmitida aos colegas do Grupo da Terceira Idade. Os amigos são orientados a não permitir que o tempo seja um empecilho para que deixem de desfrutar o que os dias têm a oferecer. “Eu sempre digo: não tem que ficar parado. Na nossa idade temos que nos movimentar, termos atividades. Tem gente com sessenta anos que fica parado, cruza os braços, não se maquia mais, não pinta a unha, não pinta os lábios. Eu não, se me convidarem para um matinê, sempre estou pronta. A idade não faz peso para ninguém”, destaca Geni.
A machadinhense nasceu na Linha Canudo, onde permaneceu até os 23 anos de idade, quando mudou-se para a cidade ao lado do companheiro e dos sete filhos. O casamento com o falecido marido, Antonio Lino Gilioli aconteceu quando tinha 16 anos de idade. “Nasci e me criei lá na Linha Canudo. Aí veio a família, rápido – com vinte e três anos eu já tinha meus sete filhos – e eu tive vontade de vir para a cidade”, revela, citando como motivação a vontade de buscar uma realidade diferente para a sua vida.
A partir dali surgiria a possibilidade de trabalhar no Colégio Castro Alves, onde posteriormente pôde desenvolver sua carreira como professora. “Eu já ajudava no colégio e abriu concurso no Estado, aí eu pensei: ‘Vou fazer’. Me inscrevi e fiquei em primeiro lugar”, revela. A disputa no concurso tinha 37 concorrentes.
Dessa forma batalhou de cabeça erguida para criar a família e manter os filhos pelo caminho do bem. “Assim eu fui formando eles, mandando para fora estudar e graças a Deus hoje são todos formados, como a mãe deles. Então, eu vou reclamar da vida por quê?”, reflete Geni.
O desafio de criar a família sempre foi grande, porém havia também outra situação que a instigava a modificar a realidade. Isso aconteceu quando lecionava para uma turma de alunos com idades entre seis e sete anos.
Não se conformando com a falta de disciplina da turma, que não podia perceber que a professora saia da sala e já transformava o ambiente na maior bagunça possível, Geni buscou alternativas para disciplinar os pequenos. Não foi na primeira tentativa que seu objetivo foi alcançado, mas pouco tempo depois os resultados vieram. “Primeiro eu pensei de fazer o seguinte: levar uma cadeirinha para a sala de aula e chamá-la de ‘cadeirinha da vergonha’. Quem fizesse bagunça iria para a cadeirinha da vergonha, e quem se comportasse melhor ganharia um suco”, relembra.
Sem sucesso na ação, surgiu a ideia de implantar outro método de controle na bagunça. Quando precisava se ausentar da sala de aula, o aluno Oberdan de Castilhos era designado para vestir o “colete de capitão” e ficar responsável por punir os colegas que fizessem bagunça. “Eu dizia para eles: ‘Quando eu sair da sala o capitão vai colocar vocês na cadeirinha da vergonha. Foi a coisa mais linda do mundo”, relembra. “Hoje já estão todos formados”, pondera.
Conforme a professora, o que sempre fez questão de passar aos seus alunos é o ensinamento de que todos devem procurar algo para melhorar em suas vidas. “Cada um pode fazer o que quiser da vida, mas tem que pensar bem e fazer coisas diferentes, sempre pelo melhor. Hoje meus alunos me reconhecem na rua por onde eu passo. Não choro porque lágrima não paga conta, como a gente diz, mas é a maior satisfação do mundo”, acrescenta.
Sobre a importância que o estudo tem na vida das pessoas, Geni deixa uma frase de reflexão que retrata o que viu e aprendeu em sua trajetória. “Tem uma frase que eu sempre digo: Nunca é tarde para a pessoa ser feliz e nunca é tarde para estudar. O estudo faz a pessoa crescer. Eu cresci graças ao conhecimento que busquei na minha vida”, ressalta, pontuando que sempre fez questão de frequentar todos os cursos que teve oportunidade.
Geni permaneceu lecionando até aproximadamente vinte anos atrás, quando conquistou o direito de se aposentar. Hoje faz questão de honrar a vitalidade que preserva vivendo da melhor maneira os momentos que a vida lhe proporciona. “Eu danço, me divirto. Levo a minha vida da melhor forma que posso. Não perco um matinê da terceira idade”, comenta.
Quando fala sobre a família que construiu se revela o que mais importa em sua vida. “Eu agradeço todos os dias pela rica e abençoada família que Deus me deu. Não tem nenhuma dúvida, a família é a maior riqueza de uma pessoa e eu tenho uma família muito abençoada”, declara.
Ainda falando sobre a benção recebida com a possibilidade de constituir sua família, Geni destaca a base encontrada na força divina para que todas as dificuldades fossem sempre superadas. Essa força creditada a Deus é repassada constantemente como ensinamento aos filhos. “Uns dias atrás eu mandei uma mensagem aos meus filhos: que eles agradeçam sempre a Deus pelas graças recebidas e pela posição em que estão hoje. Que eu desejo a eles uma família abençoada como Deus me deu, que é a minha grande riqueza”, conclui.

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