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16 DE ABRIL, FOI O DIA MUNDIAL DA VOZ – SUS PODERÁ DISPONIBILIZAR “PRÓTESE DE VOZ” A SER FINALIZADA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

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O Instituto Nacional de Câncer estima que quase 8 mil pessoas descubram ter câncer de laringe no Brasil, a cada ano. Se diagnosticado tardiamente – algo comum no país -, 80% dos casos exigem a retirada total da laringe (laringectomia total). Ainda que necessário, o procedimento implica na perda da capacidade de falar dos pacientes. É para restabelecer essa habilidade essencial que a pesquisa Desenvolvimento de Prótese de Voz Tráqueo-Esofágica para Pacientes Laringectomizados está sendo conduzida pelo LVA (Laboratório de Vibrações e Acústica) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Alguns pacientes compram ou recebem do SUS (Sistema Único de Saúde) um aparelho conhecido como “laringe eletrônica” ou conseguem articular palavras com o auxílio do esôfago (voz esofágica). Contudo, em ambos os casos, a voz sai bastante alterada em relação à natural, inclusive meio robótica. Já a prótese de voz é um tipo de válvula que permite a produção de som semelhante à voz de um falante saudável com rouquidão moderada, porém quase normal em termos de volume e intensidade. O benefício é tamanho que já há um coral de laringectomizados em Florianópolis.

Por um motivo ou por outro, tem crescido o interesse pelos únicos modelos de prótese disponíveis no Brasil, importados dos Estados Unidos ou da Suécia por aproximadamente R$2.400. O custo se torna ainda mais elevado diante da necessidade de trocar as válvulas a cada seis meses.

Disponibilizar um modelo nacional por meio do SUS é uma das metas que movem os pesquisadores do LVA. “Nossa pesquisa tem grande apelo social porque viabilizaria uma prótese de voz para uma parcela enorme da população”, diz o Prof. Andrey Ricardo da Silva, cuja equipe trabalha em cooperação com profissionais do Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas de Santa Catarina). Também o LEBm/HU (Laboratório de BioMecânica/ Hospital Universitário) tem papel fundamental: seus pesquisadores – sob coordenação do Prof. Carlos Rodrigo de Mello Roesler – executam os protocolos de validação e certificação da válvula, antes que ela seja disponibilizada ao público.

Além de dominar a tecnologia de fabricação – com auxílio de impressora 3D – os pesquisadores estão adaptando os modelos das válvulas importadas para melhor adequação aos laringectomizados brasileiros. Esse não é o único desafio: as características fisiológicas divergem muito de paciente para paciente, e até mudam de um dia para o outro quando a pessoa está fazendo radioterapia, procedimento de praxe no tipo de câncer em questão. Por isso, mais de 10 protótipos foram testados e o modelo ideal será patenteado para oficializar a detenção da tecnologia made in SC em termos de próteses de voz.

A capinzalense, Bárbara Rech, da graduação em Engenharia Mecânica (foto), segue dedicando 20 horas semanais à pesquisa sobre a Prótese de Voz e já produziu 12 protótipos a partir de vários moldes feitos em polímeros.
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Fonte: Divulgação EMC/UFSC

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