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Na última semana a Prefeitura Municipal de Machadinho divulgou o relatório circunstanciado do último quadrimestre de 2017, no qual foram colocados à comunidade os números referentes à Administração Municipal ao longo de todo o ano citado. O prefeito municipal Hamilton Lauer Centeleghe comenta sobre esses números, esclarece as dificuldades enfrentadas pela Administração Municipal e pede para que a comunidade participe mais dos momentos onde esses dados são explanados em audiência pública.
A principal realidade enfrentada pela administração no ano de 2017 foi a queda expressiva de arrecadação, enquanto os custos colocados aos gestores não seguiram a mesma curva decrescente. “Foi um ano bastante ruim, foi o pior ano das últimas administrações em função de todo um quadro econômico, financeiro e principalmente político, que colocou uma preocupação muito grande nos gestores”, esclarece Hamilton. Um dos setores mais afetados foi o da saúde, que sofreu fortes quedas em repasses estaduais.
O défcit enfrentado pelo Município – quando se compara a previsão de arrecadação realizada no início do período fiscal com a real arrecadação aferida no final do ano – foi de aproximadamente R$ 5 milhões. “É um valor bastante impactante em cima do que se espera. Esses cinco milhões, teoricamente, nos dariam uma condição de investimentos bastante significativa”, comenta o chefe do executivo.
Apesar das dificuldades enfrentadas, o município fechou o ano respeitando as exigências legais em termos de responsabilidade fiscal. De acordo com o prefeito, o equilíbrio foi alcançado também em decorrência de uma “poupança” deixada pela administração anterior.
Ainda conforme o prefeito, o que mais preocupa a administração são os números bastante elevados que se aferem em determinados setores da gestão pública municipal. “Preocupa porque isso é uma bola de neve, as despesas muito acima do que a lei exige. No caso da saúde é quinze por cento (15%), nós chegamos a dobrar e um pouco mais, chegamos a trinta e dois por cento (32%) em determinado momento. Fechamos o ano com quase vinte e seis por cento (26%). É um valor bastante alto e que nós deveremos reduzir ao longo desse ano, mas sem perder a qualidade do atendimento da saúde”, esclarece Hamilton. Na educação, onde os investimentos mínimos exigidos por lei são de 25%, o investimento foi de aproximadamente 26%.
O prefeito também comenta sobre a falta de esclarecimento da população em relação aos números gerados pela gestão pública, muito em função do não comparecimento em reuniões de prestação de contas realizadas ao longo do ano, inclusive em comunidades do interior do município. “A pena disso tudo é que a prestação de contas pública diz respeito ao interesse da comunidade, e a gente vê que a cada apresentação de relatório diminui a presença da sociedade. Se você não conhece a realidade você não tem argumentos para questionar ou criticar, e a crítica em cima do vazio se torna vazia também”, analisa. “Já fizemos essas reuniões à tarde, fizemos reuniões à noite, já fizemos reuniões de manhã cedo para tentar trazer o público, mas o público não vai”, acrescenta.
Os vereadores do município também foram chamados a participar das audiências públicas, já que na última reunião apenas um deles esteve presente para debater sobre investimentos realizados pela Administração Municipal. “Na última reunião tivemos a presença de apenas um vereador, que fez questionamentos bastante importantes, mas seria importante que toda a Casa se fizesse presente”, comenta. “As despesas foram feitas, a gente pode discutir e foram bem feitas ou se não foram bem feitas. Isso exigiria a presença, a discussão, e nesse caso, sair das reuniões conhecendo a realidade”, conclui Hamilton.
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