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Análise: a vitória do Grêmio em três atos e com lágrimas no fim

Grêmio superou o Vitória por 2 a 0, nesta quinta-feira, pela sétima rodada do Brasileirão, e chegou a oito jogos de invencibilidade, além de nove seguidos na Arena. Mas o triunfo parece ter ficado em segundo plano diante da lesão do lateral-esquerdo Marlon, que fraturou a perna direita e ficará ao menos cinco meses longe dos gramadosEste foi o último de três atos que resumem a vitória tricolor.

O primeiro se dá antes mesmo de a bola rolar, no anúncio da escalação. Como sinalizado por Luís Castro após o empate com a Chapecoense, seria preciso preservar titulares para manter a intensidade física da equipe. Com isso, o treinador promoveu as entradas de Leo Pérez, Willian e Enamorado nas vagas de Noriega, Monsalve e Tetê.

Os atletas entregaram características semelhantes e conseguiram manter a equipe competitiva e dar dinamismo ao meio-campo. Mas o Grêmio ainda precisa mostrar mais futebol, e destaca-se aqui a fragilidade do adversário, que pouco ameaçou a meta de Weverton. O goleiro fez uma única defesa, em cobrança de falta na segunda etapa.

O segundo ato é o dos gols, onde o Grêmio converteu a superioridade e o volume ofensivo em bolas na rede. Amuzu teve dois chutes defendidos por Arcanjo na primeira metade de jogo e o torcedor receava ver o filme do empate se repetir. Mas, aos 26 minutos, Marlon cobrou falta na área e no bate e rebate, Camutanga marcou contra.

O Grêmio teve chances de ampliar em chutes de Willian e Enamorado. Porém, o 2 a 0 veio no início da segunda etapa, em lançamento de Weverton para Amuzu, que teve frieza para limpar os marcadores e ampliar.

Mas a festa da arquibancada deu lugar ao silêncio e reações de incredulidade no ato que praticamente pôs fim à partida ainda aos 25 minutos da segunda etapa. Marlon dividiu com Caíque na intermediária e, na queda, fraturou a perna direita em uma cena assustadora, que levou mãos à cabeça e até jogadores às lágrimas.

Como dito por Castro, é uma “daquelas imagens que não sairão mais da memória”.

Ao ser colocado na ambulância, o torcedor gritou o nome de Marlon em sinal de apoio e, da maca, ele agradeceu. Ali não havia mais clima para futebol, mas Castro precisou reunir os jogadores e, em uma última tentativa de mobilização, pediu ao grupo para honrar o companheiro nos minutos que restavam.

O apito do árbitro aos 56 minutos foi mera formalidade, pois o término da partida já parecia ter sido antes. O Grêmio somou três pontos em uma vitória de três atos e sentimentos distintos na Arena.

Fonte: ge

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