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Ídolo do Inter, Tinga procurou Edilson Pereira de Carvalho após se sensibilizar com depoimentos do ex-árbitro sobre o escândalo da Máfia do Apito. O ex-volante contou que ligou para o pivô do escândalo para tentar aliviar o peso que o antigo carrasco carrega pela manipulação de jogos no Brasileirão de 2005.
Edilson admitiu ter recebido dinheiro para manipular partidas. O escândalo resultou na anulação de 11 jogos. A mudança nos resultados das partidas tirou o Colorado da liderança e permitiu ao Corinthians recuperar quatro pontos perdidos e conquistar o título.
No documentário “Máfia do Apito”, do sportv, o ex-árbitro reconhece que influenciou o campeonato. Em outras entrevistas, no entanto, relembra a pressão sofrida e o impacto pessoal que viveu. As falas tocaram Tinga, que decidiu contatá-lo.
– Vi uma entrevista para o Duda Garbi (Um Assado para…) em que o Edilson chorava. Contava que perseguiram até a filha. Aquilo me tocou e liguei para o Duda para pedir o contato. Mandei uma mensagem e perguntei se podia me atender. O Edilson ficou em dúvida se era eu, então liguei – revelou.
Tinga acredita que a conversa foi produtiva. Disse que, apesar do susto inicial, Edilson se comoveu com a atitude. O ex-volante espera que a ligação sirva como aprendizado para além do futebol.
– Ele não me deve nada. Nessas horas, você tenta contribuir, nem que seja com uma fala, uma motivação, inspiração. O Edilson ficou surpreso, mas gostou. Viu como um consolo. Hoje você pune e condena para o resto da vida. Não penso assim. Erramos e pagamos – sentencia.
Enquanto Tinga prega superação e reconciliação, o Inter trabalha nos bastidores para dividir o título daquele Brasileirão com o Corinthians.
O clube possui um laudo técnico elaborado por Leonardo Gaciba, ex-árbitro e ex-presidente da Comissão de Arbitragem. Nele, alega que as decisões de Edilson não mudaram os resultados das partidas. O documento será encaminhado à CBF para análise.
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