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O governo dos Estados Unidos determinou a saída de um delegado brasileiro ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A decisão foi tornada pública nessa segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que apontou irregularidade na condução do caso, sem mencionar diretamente o nome do agente.
Em publicação oficial, autoridades americanas afirmaram que um representante do Brasil teria tentado burlar mecanismos legais de extradição para viabilizar ações classificadas como perseguição política em território norte-americano.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto.
Nos bastidores, a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho.
Ele atuava em cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), com base em Miami, desde março de 2023, em missão prevista inicialmente para dois anos.
Entre suas atribuições estava a localização e detenção de brasileiros foragidos da Justiça que estivessem em solo americano. Em março de 2025, uma portaria chegou a estender sua permanência até agosto deste ano.
Apesar disso, o Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará o episódio, enquanto a Polícia Federal declarou não ter sido oficialmente notificada pela decisão.
O caso ocorre após a detenção de Ramagem, realizada pelo ICE no dia 13 de abril, em Orlando, na Flórida.
Na ocasião, a Polícia Federal comunicou que a prisão se deu por questões migratórias, e o ex-deputado foi encaminhado a um centro de detenção, sendo liberado dois dias depois.
Segundo autoridades americanas, ele poderá permanecer em liberdade enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo.
Diante da repercussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o episódio nesta terça-feira (21), durante compromisso internacional.
Ele afirmou que o governo brasileiro poderá reagir caso seja confirmada alguma irregularidade na decisão americana.
“Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil”, disse Lula.
O presidente também criticou a possibilidade de interferência externa, ao afirmar que o país não aceitará “essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”.
A declaração foi dada ao deixar um hotel em Hannover, na Alemanha, antes de seguir viagem para Lisboa, onde cumpre agenda oficial.
Fonte: Direita Online
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