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MAXIMILIANO DE ALMEIDA RECORDA 100 ANOS DA TRAGÉDIA NO ANTIGO SEDE PINHAL

O que deveria ser uma tarde de lazer, em um domingo de maio, transformou-se em um dos episódios mais violentos da história regional.

No dia 16 de maio de 1926, a Vila Sede Pinhal, hoje Maximiliano de Almeida, foi palco de um conflito armado que deixou cinco pessoas mortas e outras três feridas.

Marieta Silvestro Piana, proprietária da “bodega” onde tudo aconteceu, contou em entrevista ao historiador Mário Weber, em 1995:

Assim que iniciou o tiroteio, ela recolheu as crianças no térreo do estabelecimento. Logo em seguida, chegaram três homens baleados, perdendo muito sangue: um era seu empregado, Bilardo; o outro, conhecido pelo apelido de Cachaça; e o terceiro ferido era um homem chamado Pedro Caroço.

Ao subir de volta para o bar, viu cinco corpos estirados no assoalho.

Apenas um ainda apresentava sinais de vida e pediu água. Maria o alcançou, mas não demorou muito para que viesse a óbito.

O confronto ocorreu entre três irmãos da família Sgarbi e integrantes da família Varela. A rixa já vinha de longa data. Meris Sgarbi era Inspetor de Quarteirão — função exercida por servidores civis voluntários do século passado, nomeados pelo delegado para manter a ordem e garantir a segurança, fiscalizando determinada localidade, tanto urbana quanto rural, atuando como autoridade local.

Meris já havia desarmado João Varela na época da Revolução. Posteriormente, para amenizar o problema, devolveu-lhe a arma.

No dia da chacina, os irmãos Sgarbi — Meris, Antônio (Tony) e Lino — jogavam bochas juntamente com outras pessoas. No salão, os irmãos Varela — João, Etelvino e José — jogavam baralho por caramelos e alguns trocados.

Em determinado momento, os irmãos Sgarbi interromperam a partida de bochas e se dirigiram até a mesa onde os irmãos Varela jogavam baralho. Pediram para participar do jogo, desde que a banca fosse de alto valor, em tom de deboche.

Foi então que começou a discussão. Etelvino sacou um revólver calibre 38 para atirar em Antônio, mas Meris foi mais rápido e alvejou Etelvino com um revólver calibre 44. João não teve tempo de sacar sua arma e foi atingido por dois disparos efetuados por Lino.

José, que portava apenas uma faca, pegou o revólver do irmão já tombado, correu para o lado de fora do estabelecimento e, pela janela, matou os irmãos Sgarbi.

Os corpos permaneceram no local até o dia seguinte, quando a polícia de Lagoa Vermelha chegou para realizar a liberação.

Os três irmãos da família Sgarbi foram sepultados no cemitério local.

Para evitar novos conflitos entre os parentes das duas famílias, os irmãos Varela foram sepultados separadamente, no cemitério da Capela Auxiliadora, na divisa com Paim Filho.

Por: Mário Weber

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