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O Inter empatou em 1 a 1 com o Remo no Mangueirão, na noite desta quarta-feira, e segue sem vencer no Brasileirão após quatro rodadas. É o cenário que antecede o Gre-Nal do próximo domingo, pela ida da final do Gauchão, e coloca três pontos de atenção no Colorado.
O primeiro passa pelo volume ofensivo, mas com falta de qualidade. O time iniciou o jogo com pressão alta em ritmo acelerado. Tanto é que o gol saiu logo aos três minutos, quando Vitinho serviu Alan Patrick na área. O capitão cortou a marcação com um lindo drible e tocou no cantinho de Marcelo Rangel.
Os gaúchos seguiram martelando, uma arrancada de Carbonero levou perigo, mas o colombiano não finalizou. Mais tarde, Borré perdeu chance clara ao completar cruzamento de cabeça. Rangel evitou o segundo gol colorado.
Já na etapa final, Carbonero recebeu pela meia esquerda e finalizou para fora, Kayky parou em grande defesa de Rangel, e Bernabei soltou uma pancada na trave pouco antes de o árbitro apitar o fim de jogo.
– Acho que tínhamos que ter feito o segundo gol rápido. Quando fizemos o primeiro, tivemos três, quatro oportunidades, campo aberto, e poderíamos ter finalizado melhor – avaliou Pezzolano após a partida.
Foram 17 finalizações, uma bola na trave e apenas uma finalização certa.
O segundo ponto está no sistema defensivo, que voltou a apresentar problemas. O lance do empate saiu de uma sequência de erros: perda de bola na intermediária, chute de média distância e defesa rebatida para frente, com rebote aproveitado por Picco.
O Remo continuou com certa facilidade, pois encontrava espaço. Já no segundo tempo, a utilização de alguns titulares contra o Ypiranga, no último sábado, pelo Gauchão, cobrou o preço. O Inter pecou em intensidade.
Jajá levantou a torcida no estádio com uma bela jogada pela esquerda e chute próximo da trave de Rochet. Alef Manga ainda teve outra oportunidade, quando apareceu livre na direita, entrou na área, mas perdeu o ângulo e Rochet defendeu.
O goleiro colorado, aliás, assustou mais uma vez a própria torcida ao deixar escapar um chute de muito longe de Patrick de Paula.
O terceiro eixo de atenção envolve a gestão de funções. Pezzolano optou por Bruno Gomes na sua origem, como volante, embora seja utilizado majoritariamente na lateral direita, onde entrou Aguirre. Para formar dupla com Paulinho no meio-campo, Ronaldo deixou o time.
No retrospecto geral da temporada, a dupla de “laterais” tem chances semelhantes. São dez partidas cada, com Bruno Gomes atuando em duas delas como volante. Na coletiva, o técnico contextualizou a escolha e indicou margem para mexer na formatação.
– Para mim, Aguirre é titular, depois Bruno Gomes pode jogar de lateral, pode jogar de volante, Bruno Gomes faz muito bem de volante – explicou.
A fala do treinador indica também alteração na hierarquia do meio-campo. Até então, um time considerado titular tinha Ronaldo e Paulinho como dupla de volantes. Se Aguirre é titular em uma posição, Bruno Gomes disputa vaga também em outro setor.
O volante começou a partida ao lado de Paulinho, Ronaldo foi acionado na segunda etapa, justamente para saída de Bruno Gomes. Gestão de elenco? Rodízio? Pezzolano vai responder no domingo, às 17h, quando a escalação para o clássico Gre-Nal será divulgada. Após a partida desta quarta, porém, deu pistas sobre o que pensa.
– Eu preferi não colocá-lo (Ronaldo) de início, porque não estava em 100%. Mas se eu quisesse eu podia colocar. Não foi nada pelo adversário. Somos um time que todos fazem bem – explicou Pezzolano.
O saldo do último teste antes do clássico Gre-Nal é que há produção e evolução, mas a conversão precisa ocorrer com mais frequência. A linha defensiva demanda solidez nas coberturas, na bola aérea e na atenção. E a escalação de “titulares” não é definitiva para Paulo Pezzolano.
Fonte: ge