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Pezzolano mantém desapego a estilo e projeta retomada do Inter: “Precisamos de resultados”

De perfil discreto, Paulo Pezzolano não costuma detalhar publicamente sua forma de trabalhar, mas também não foge de dizer o que pensa. O treinador de 43 anos tem um modelo de jogo preferido, mas não vê problemas em adaptá-lo quando necessário. Foi exatamente o que precisou fazer no comando do Inter no primeiro semestre e o que espera manter no segundo, com um ou outro ajuste.

O técnico uruguaio recebeu a reportagem do ge e da RBS TV para uma entrevista exclusiva no CT Parque Gigante, em meio aos últimos treinamentos antes da retomada das competições. Durante cerca de 20 minutos, avaliou os trabalhos da intertemporada, comentou as mudanças no grupo e a expectativa para o restante do ano.

O que mais preocupa: defesa ou ataque?
Nós tivemos um começo que não foi muito bom em termos de resultado, foi muito bom o futebolístico, mas não o resultado. Então trocamos um pouco dentro do que nós tínhamos, o que nós achávamos, aí começamos a ter resultado, melhoramos um pouco. Agora o time sabe que, se tem um momento ruim no jogo, sabemos atacar um bloco baixo. Gostamos de fazer isso.

Para mim, o mais importante hoje é saber o que tem que fazer em cada momento. Um jogo tem diferentes momentos, ainda mais no futebol moderno. Você vê na Copa do Mundo, um time tem que fechar atrás, fecha atrás. Se o time tem que ir procurar o jogo, sabe o que tem que fazer, sabe ocupar os espaços. Para mim, isso é muito importante. Seguir melhorando a parte defensiva, sem dúvida, mais por conta dos rivais que temos no retorno do campeonato também, que são rivais muito fortes.

Qual é a realidade do Inter hoje?
Neste momento, nossa prioridade é garantir a permanência na Série A o mais rápido possível para dar tranquilidade ao torcedor depois da dor do ano passado. Depois disso, buscar a melhor posição possível na tabela. Vamos passar por momentos difíceis e vamos precisar do apoio da torcida. O torcedor precisa acreditar em algo. Às vezes, o resultado não vem, mas ele precisa sair do estádio com a sensação de que o caminho está correto. Foi assim no Cruzeiro. Nós convencemos a torcida dentro do campo, e ela abraçou o projeto. No Inter, nosso trabalho é fazer a mesma coisa. Mostrar, com desempenho e resultados, que este é o caminho para o clube voltar a disputar coisas grandes.

Fonte: ge

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