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MULHER DENUNCIA CONSTRUÇÃO DE SUBMARINO PARA CONTRABANDO NO RIO URUGUAI

Uma declaração feita à imprensa da província de Misiones, na Argentina, poderá abrir uma nova e delicada frente de investigação sobre possíveis atividades de contrabando na região de fronteira com o Brasil.
O relato envolve um suposto artefato submersível, dinheiro, tráfico e até uma acusação relacionada a uma morte que, segundo a denunciante, teria ocorrido durante um teste do equipamento.

A mulher afirmou que seu ex-companheiro teria determinado a construção de um pequeno dispositivo metálico, apelidado de “submarino”, destinado ao transporte ilegal de mercadorias pelo rio Uruguai, na área de El Soberbio, próximo à margem brasileira.

Conforme o testemunho, o artefato teria cerca de três metros de comprimento por um metro de largura, sendo descrito como uma cápsula ou tambor metálico completamente vedado.

Segundo a denunciante, um ferreiro teria sido contratado para fabricar o equipamento e, como suposta forma de pagamento, teria recebido um caminhão e outro veículo novo destinado à esposa.

Ela relatou ainda que o dispositivo seria movimentado por cabos de aço estendidos entre as margens do rio ou rebocado por embarcações, com o objetivo de ocultar o transporte de cargas ilegais, como cigarros, evitando a fiscalização.

O ponto mais grave da declaração, no entanto, é a acusação de que, durante um dos testes do equipamento, uma pessoa teria sido colocada dentro da estrutura e o experimento teria terminado em morte.
De acordo com o relato, o corpo teria sido posteriormente lançado no rio Uruguai.

Até o momento, não há confirmação oficial de que os fatos narrados tenham ocorrido.

As informações vieram a público por meio de entrevistas concedidas pela mulher a veículos locais de Misiones e, por si só, não comprovam a veracidade das acusações, que dependem de investigação e eventual confirmação pelo sistema de Justiça argentino.

A denunciante também afirmou ter deixado o ambiente em que vivia com o ex-companheiro há cerca de um ano.
Segundo seu relato, ela teria fugido acompanhada de um funcionário do homem, com quem mantém atualmente um relacionamento, e levado US$ 140 mil, quantia que, de acordo com sua versão, teria permitido que permanecesse escondida durante esse período.

O caso ganhou grande repercussão na fronteira entre Argentina e Brasil por sugerir o possível uso de métodos incomuns e sofisticados para o transporte clandestino de mercadorias pelo rio Uruguai.

Até o momento, autoridades argentinas e brasileiras não divulgaram informações públicas sobre apreensão do suposto artefato ou sobre a abertura de investigação formal envolvendo as acusações mais graves apresentadas pela denunciante.

Fonte: Rádio Ativa – Nova Prata/RS

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