Até quando?
Só que nem mesmo a cúpula demonstra convicção de que Pezzolano consiga reagir. Tanto que o presidente Alessandro Barcellos se manifestou com garantia do técnico até domingo, contra o Santos. Detalhe: o uruguaio cumprirá suspensão e não estará no banco de reservas.
– Reforçar o trabalho da comissão técnica. Entendemos que é este grupo, com esta comissão, que vamos para o jogo de domingo. Será um jogo extremamente difícil, como disse o treinador, um jogo que vale seis pontos e que nós precisamos da vitória – disse Barcellos.
Pronunciamento e novo fracasso
Houve isso também. Barcellos nem sequer abriu espaço para perguntas, mesmo após a eliminação para o maior rival, em um jogo no qual o time jamais deu esperança de que pudesse equilibrar as ações.
A crise parece não ter fim. Sem vencer há sete partidas (a única vitória no segundo semestre foi contra o Corinthians, pela Copa do Brasil), o Inter é o único time que não derrotou ninguém na retomada do Brasileirão e afunda na zona de rebaixamento, em 18º lugar.
Aliás, o dirigente conseguiu mais uma marca negativa: a primeira queda para o Grêmio nas fases eliminatórias de um torneio nacional, até então um fato relevante para os torcedores.
A humilhação
A queda resultou em provocação sem limites do Grêmio. No fim da partida, o DJ da Arena levou os tricolores ao delírio ao tocar a valsa, em uma ironia aos 15 anos sem títulos de relevância do Inter. Na sequência, os colorados foram alvos de mais deboches, com as redes sociais gremistas impiedosas.
O Inter bailou na Copa do Brasil e agora tenta não desabar no precipício da Série B. Porém, parece muito difícil crer em uma reviravolta. Principalmente se Pezzolano não surpreender. Está obrigado a vencer, ou o cenário apontará inevitavelmente para a troca de treinador.




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