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O novo limite de estrangeiros nas competições da CBF, aprovado pelos clubes das Séries A e B na semana passada, atinge de forma direta o planejamento do Grêmio para os próximos anos. Em 2027, cai de nove para oito o número máximo de atletas de fora inscritos por partida. A redução é gradual e chegará a cinco em 2030.
O Grêmio possui atualmente 10 estrangeiros no elenco, sem contar o argentino Kannemann, que se naturalizou e deixou de contar para a lista. Dois dos atletas têm contratos que se encerram no fim deste ano: o ganês-belga Amuzu e o argentino Pavon.
A direção deu início, nos últimos meses, às conversas para as renovações. Contudo, em função da dificuldade enfrentada pelo time no Brasileirão, as negociações desaceleraram e, agora, também são impactadas pela nova regra da CBF.
Isso porque os outros oito estrangeiros do grupo possuem contratos mais longos. Para saírem, precisam ter os vínculos rescindidos, serem vendidos os emprestados.
A permanência ou não de jogadores em fim de contrato deve ser definida apenas na reta final ou após o término da temporada. Em 17º lugar no Brasileirão, o Grêmio foca na luta contra o rebaixamento, que impacta diretamente na previsão de receitas para 2027.
A imprevisibilidade financeira, agravada pela proibição das bets – o Grêmio firmou patrocínio máster com uma – também trava o avanço das renovações. Desde a última janela, a diretoria adota nova política salarial, com redução dos investimentos.
O salário de Amuzu, por exemplo, é considerado alto internamente e, em caso de renovação, deve ser revisto. A troca de treinador, de Luís Castro para Renato, também mexe com o planejamento.
O brasileiro Carlos Vinicius é outro caso de contrato que se encera no fim de 2026. Em julho, o ge apurou que o Grêmio ofereceu mais dois anos de vínculo, até 2028, e aguardava resposta do jogador. Até o momento, ninguém da direção confirma avanço nas conversas, embora ambas as partes destaquem a boa relação existente.
*Kannemann obteve cidadania brasileira e não conta mais como estrangeiro para a CBF.]
Fonte: ge
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