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Análise: vitória morre nos pés de Enamorado, e Grêmio cede empate preocupante ao Remo

O Grêmio iludiu o torcedor até os 42 minutos do segundo tempo de que conseguiria os três pontos em Belém. Mas a esperança da vitória contra o Remo, que seria a primeira fora de casa neste Brasileirão, morreu nos pés de Enamorado.

O time de Renato Portaluppi suou bicas em marcação e, em partida de poucas oportunidades até então, abriu o placar com Kannemann no fim do primeiro tempo.

Na volta do vestiário, contudo, o Remo empurrou o Grêmio, que não conseguiu manter a bola na frente, pelo esquema com três volantes – escolha de Renato e que um dia foi de Luís Castro – e pela falta de qualidade dos pontas.

Enamorado foi um a menos em campo. Errou quase tudo que tentou. Inclusive, duas chances claras. A primeira, aos 32 minutos do segundo tempo. Recebeu livre dentro da área e, indeciso, chutou para Marllon tirar de cabeça. Depois, passou para Tetê, que também tem sua dose de culpa e concluiu para a defesa de Rangel.

A outra chance veio aos 50 minutos, já com o placar empatado. Após bom passe de Braithwaite, o colombiano finalizou desequilibrado, e a bola foi para fora. Só Deus sabe o que Renato, antigo ponta de primeira linha, pensou nesses lances, mas com certeza não foram palavras de carinho.

Com medo de perder intensidade no meio-campo, Renato deixou Krovinovic no banco pelo segundo jogo consecutivo. O meia croata era titular com Luís Castro e, por enquanto, está sem espaço com o novo treinador.

Braithwaite foi mais participativo do que Carlos Vinicius, que novamente ficou sacrificado pelo esquema e ficou isolado no ataque, como é sua sina em 2026. Tetê, já citado, também desperdiçou chance. Nardoni agregou quase nada em relação a Dodi. Ou seja, se o time titular não resolve, o banco do Grêmio aumenta o desespero.

O empate é preocupante porque foi diante do vice-lanterna do Brasileirão. A vitória esteve nas mãos do Grêmio, ou melhor, nos pés de Enamorado – mais de uma vez.

O resultado não veio muito por culpa de jogadores. No momento, é impossível trocá-los e a fuga do rebaixamento, se ocorrer, será com eles. Renato, embora tenha escolhido um esquema que já não deu certo com Luís Castro, é treinador, e não mágico.

Com apenas mais nove jogos até o fim do campeonato, o clube gaúcho não tem margem para desperdiçar pontos. Caso não vença o clássico Gre-Nal no próximo domingo, o fantasma do rebaixamento deixa de bater à porta da Arena para, de fato, entrar e se assentar.

Fonte: ge

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