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Renato Portaluppi assumiu o Grêmio há três partidas, sem vitória por enquanto. Mas também não perdeu. São três empates e o 18º lugar no Brasileirão. O ídolo ainda não conseguiu os resultados para sair da zona de rebaixamento, onde a equipe não estava quando demitiu Luís Castro, mas o desempenho do português já não era satisfatório.
Para a maioria dos comentaristas ouvidos pelo ge, ainda não é possível afirmar que houve evolução depois da saída de Luís Castro. Apenas um disse observar pequena evolução.
Castro foi demitido em 13 de setembro depois de quase nove meses à frente do Grêmio. Saiu com 47% de aproveitamento, 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas e o título gaúcho, conquistado em março. O treinador deixou o clube no dia seguinte à derrota para o Vasco, na Arena, por 2 a 1. O time estava na 15ª colocação no Brasileiro.
O Grêmio acertou a volta de Renato no mesmo dia. O treinador iniciou oficialmente a quinta passagem no clube com empate sem gols com o Palmeiras, na Arena. Antes, atuou como auxiliar de Felipão, técnico interino, na derrota por 3 a 2 para o Botafogo no Nilton Santos. Com Renato, o Grêmio também empatou com Remo e Inter, ambos por 1 a 1.
Neste contexto, o ge questionou comentaristas sobre o trabalho de Renato até o momento. Veja abaixo as opiniões:
“O Grêmio não melhorou nem piorou. Isso é uma decepção porque se esperava do Renato uma resposta rápida, como aconteceu em sua chegada ao Vasco. Mesmo que o treinador fale que o time finaliza mais, os números não mostram isso. A diferença é mínima na média de finalizações nesses três jogos em relação aos tempos de Luís Castro. O grande desafio do Renato é conseguir encontrar uma melhor construção das jogadas para a bola chegar ao Carlos Vinicius. O centroavante é dependente do time para marcar gols. Sofreu sem ser abastecido com Luís Castro e segue sofrendo com Renato.”
“Melhorou um pouco. Os adversários finalizam menos, e Weverton é menos milagreiro do que antes, salvo aquele empate com o Palmeiras. E, mesmo nesse empate, o Grêmio teve chances de matar o jogo como não vinha tendo. O problema é que a melhora é pequena e instável. Exemplo: passar de nota 3 para 5 não adianta. Na prática (tabela de classificação), dá na mesma. Para escapar, tem de melhorar muito mais, e o mais provável é que não dê tempo, entre erros de acertos de Renato.”
“Não vejo mudanças do Grêmio em relação ao que víamos na Era Castro. O time segue com os mesmos problemas de equilíbrio. Renato conseguiu estabilizá-lo na defesa, contra o Remo, mas perdeu força ofensiva. Os momentos ofensivos, principais, vieram na reta final, quando o Remo estava completamente atirado ao ataque. Até ali, a construção foi muito tímida.
No Gre-Nal, com a entrada de um meio-campista mais criativo, o time acabou submetido à marcação do adversário. O Inter desarmou mais (19 a 13) e teve o dobro de ações na área adversária (25 a 12). Mesmo que o Grêmio tenha passado 67% do tempo com a bola. Renato ainda está em busca de um caminho para equilibrar seu Grêmio. O que fica nítido com o fato de o time nem ter a ideia de Castro, nem ter chegado a uma ideia do novo técnico.”
“O Grêmio não avançou nem retrocedeu até aqui com Renato e esta é a gravidade do cenário. Esperava-se melhora imediata porque o tempo é cada vez mais curto para uma necessidade de vitória que não diminuiu. Então, ficar no mesmo lugar é o mesmo que retroceder”.
“Acho que não mudou. Segue na mesma toada. O time continua com os problemas iguais. Time espaçado, com pouquíssima pegada, uma variação de jogo mínima. Na verdade, o Grêmio tem duas jogadas apenas. Uma do Amuzu com o Carlos Vinicius, quando há uma transição rápida, e o Amuzu vai no fundo e cruza. Ou quando a bola vai para o Pavon e ele corta para dentro e cruza ou chuta com a perna esquerda, ou vai para a linha de fundo.
E essa Data Fifa não serviu para muita coisa. O time segue com a mesma falta de imaginação de antes. É pouco tempo, mas quando você faz uma mexida dessas, que é muito mais mental, você espera que esses primeiros jogos tenham uma resposta. Não uma resposta de construção, mas de vibração, de pressão, e não aconteceu.”
Fonte: ge
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