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É #FAKE que fumaça preta vista em crematório de Porto Alegre seja resultado do acúmulo de mortos por Covid-19

A foto de um crematório soltando fumaça preta em Porto Alegre viralizou nas redes sociais. Postagens dizem que a cor da fumaça emitida é um reflexo do aumento de corpos cremados em decorrência da pandemia de Covid-19. É #FAKE.

A chaminé mostrada na imagem corresponde ao crematório do grupo Angelus, de assistência funeral do Rio Grande do Sul. Mas a fumaça não é decorrente do aumento de corpos cremados. De acordo com Carlos Alexandre, gestor operacional do grupo, ela foi ocasionada por uma falha de energia na unidade.

Ele explica que o crematório funciona com duas câmaras: a primária, usada para cremar o corpo; e a secundária, usada para queimar os gases liberados na cremação. “Na ausência de energia, automaticamente o forno se desliga. Quando desliga, o gerador é acionado alguns segundos depois. Nesse período entre o gerador ser acionado e o forno, reiniciado, a câmara secundária para”, diz.

Segundo o gestor, como a queda de energia sofrida na unidade no final de semana ocorreu no início de uma cremação, a câmara secundária desligou e, por isso, a fumaça saiu pela chaminé. “A própria fiscalização da Fundação Estadual de Proteção Ambiental [Fepam] esteve aqui e viu os processos, viu que estava tudo dentro da normalidade. A fumaça saiu por poucos minutos porque o gerador logo voltou a funcionar”, conta Alexandre.

Procurada, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental diz que “o surgimento de fumaça preta foi um problema pontual, relacionado a uma rápida queda de luz”. “A Emergência da Fepam foi acionada e realizou uma vistoria no local, sendo constatado que o problema já havia sido solucionado.”

A Fundação informa que estabeleceu novos critérios para o funcionamento de crematórios devido ao aumento de mortes no estado. “Publicamos, no dia 11 de março, uma portaria com medidas emergenciais e temporárias relacionadas ao decreto de calamidade pública, com o único objetivo de evitar problemas sanitários. Entre as medidas estão a permissão para que os estabelecimentos licenciados operem com a capacidade máxima dos equipamentos, dentro da margem de segurança do aparelho, e a ampliação do horário de funcionamento dos crematórios. A Fepam informa ainda que realiza periodicamente vistorias nos empreendimentos que possuem licença para operar emitida pela fundação, para verificar se a atividade está sendo realizada dentro dos parâmetros exigidos na licença.”

De acordo com Alexandre, o crematório do grupo Angelus tem funcionado 24 horas por dia e cremado de 7 a 10 corpos diariamente. Segundo o gestor, a demanda, de fato, aumentou. No mesmo período do ano passado, ocorriam em torno de 3 a 4 cremações por dia. Mas isso não interfere no funcionamento do crematório. Ele explica que apenas uma cremação pode ser feita por vez, não existindo, assim, acúmulo de corpos, como dizem as postagens. “No forno, se crema um corpo por vez. A pessoas imaginam que se colocam vários e, por isso, a fumaça saiu assim. Mas não existe essa relação”, diz.

Fonte: Thaís Matos, G1

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