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O Inter não virou postulante ao título do Brasileirão. Longe disso. No entanto, começa a diminuir as dúvidas sobre o futuro. Após vencer o Gre-Nal 449 por 4 a 2, o empate em 1 a 1 com o Flamengo expôs melhor o repertório de Paulo Pezzolano. A estratégia defensiva surtiu efeito no Maracanã e reforçou os protagonismos de Rafael Borré e Carbonero.
O duelo da noite de quarta-feira era o teste aguardado. Ou, para os mais pessimistas, temido. O Colorado suportaria a qualidade do rival? Arrascaeta, Paquetá, De la Cruz, Everton Cebolinha e Bruno Henrique teriam facilidade para incomodar Rochet?
Inter solidário
Pezzolano, ainda que rechace ter uma escalação titular, repetiu a equipe que iniciou o clássico. Desta vez, com uma variação tática. Voluntarioso, Vitinho atuou como o lateral-direito na linha de cinco defensores, com Bruno Gomes como um terceiro zagueiro.
Ronaldo foi o cão de guarda à frente da área, apoiado pelo incansável Paulinho. O dedicado Inter contou até com um Carbonero aplicado sem a bola. Os buracos que apareceram nas partidas anteriores sumiram. O Flamengo não conseguia furar a barreira gaúcha.
Bruno Henrique desapareceu sob a vigia de Mercado. Paquetá sucumbiu diante da marcação de Victor Gabriel. O camisa 44, que vinha de atuações oscilantes, coroou a jornada com o bloqueio preciso em uma finalização de Arrascaeta quase na pequena área.
Brilho colombiano
A dedicação colorada acabou premiada com um golaço em contra-ataque fulminante. Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 46, Paquetá tentou um passe, mas Ronaldo recuperou e entregou a Alan Patrick.
O capitão dominou, girou e serviu Carbonero, que deixou Léo Pereira para trás, avançou e observou a movimentação de Borré. Quando o compatriota se aproximou da área, fez o passe. Já dentro dela, o camisa 19 deixou Léo Ortiz estatelado no chão e chutou na saída de Rossi. O quinto gol em cinco jogos no ano.
O castigo
O Inter estragava a festa a Paquetá e arrancava vaias das arquibancadas ao Flamengo. A estratégia se repetiu após o intervalo, com os cariocas ainda mais agressivos.
Os gaúchos sustentavam a proposta até o erro de Bernabei. O argentino demorou, chegou atrasado e derrubou Varela na área. Pênalti. Rochet catimbou e tentou desconcentrar o amigo Arrascaeta. O camisa 10, todavia, não se intimidou, deslocou o goleiro e deixou tudo igual aos 23.
Inter cozinha e leva o empate
O Inter não se assustou. Reagiu rápido e quase retomou a vantagem no minuto seguinte. Carbonero deixou Aguirre cara a cara com Rossi. Bastava chutar, mas o argentino deixou a bola escapar.
O Flamengo voltou a ter posse de bola e rondar a área. Entretanto, sem sucesso para penetrá-la. Os gaúchos encurtavam os espaços. Quando necessário, cometiam faltas ou utilizavam a cera como expediente para esfriar o ritmo. Os cariocas só tiveram mais uma oportunidade clara, mas Rochet salvou com o pé a finalização de Carrascal.
O empate saiu merecido. O Inter, mesmo sem a profundidade de elenco do Flamengo, mostrou que consegue competir e cumprir o planejamento.
Deixa esperanças de que, se mantiver a dedicação e concentração, pode ter um ano distante dos problemas de 2025. Acompanhados, claro, das estratégias de Pezzolano e a manutenção dos desempenhos de Borré e Carbonero.
Fonte: ge