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O técnico Paulo Pezzolano comandará mais três treinamentos do Inter para escolher entre os três esquemas utilizados e definir as peças que estarão em campo no Gre-Nal 452. Há dúvidas em pelo menos metade do time que iniciará no clássico na noite de sábado, no Beira-Rio.
Pezzolano tem surpreendido no Colorado. Seja pela formação tática, seja pelas escolhas individuais. O 4-2-3-1, antes preferencial, saiu de cena. O 5-3-2 ganhou força na arrancada no Brasileirão. Diante do Corinthians, no entanto, apostou no 4-4-2 em duas linhas de quatro.
A ideia foi dar maior solidez. Os rivais encontram pouco espaço, e o Inter se mostra mais seguro. Levou apenas dois gols nas quatro partidas mais recentes. A melhora defensiva caminha com a ascensão no Brasileiro. O time venceu três partidas e empatou uma desde que abdicou do sistema antigo.
Se a formatação varia, a escalação mais ainda. O técnico aposta em compactação e mais mobilidade, para correr durante toda a partida, tanto para recompor quanto para aparecer à frente.
O resultado desta mudança foi a perda da titularidade indiscutível de Alan Patrick. O camisa 10 ficou no banco de reservas os 90 minutos das vitórias sobre Santos e Corinthians. O momento o coloca como uma das cartas que Pezzolano tenta esconder para confundir o rival.
O capitão colorado pode atuar como o armador das jogadas, mais adiantado como segundo atacante e até de falso 9. Além, claro, de ser uma opção para o decorrer do clássico.
Quem começa?
Em tese, apenas seis jogadores têm presença certa, caso não ocorram imprevistos clínicos até o clássico: Rochet, Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres, Matheus Bahia e Villagra.
À primeira vista, o sistema defensivo parece definido. Porém, aqui mora um dos mistérios. E se Pezzolano voltar a utilizar cinco defensores? Neste caso, Vitinho e Aguirre disputam uma posição na ala direita, com Bruno Gomes de zagueiro.
Do meio para frente, as incógnitas aumentam. Paulinho foi titular nos dois jogos mais recentes, mas Bruno Henrique, que entrou no segundo tempo, começou os três anteriores ao Timão. No empate com o São Paulo, o camisa 8 formou a trinca de meio com Villagra e Paulinho.
Bernabei
A presença do argentino também gera debate. Foi dele o gol da vitória em Itaquera. Roteiro semelhante ao de Alerrandro, que havia marcado contra o São Paulo, mas voltou a ser opção no banco diante do Corinthians. Borré retomou a titularidade.
Bernabei tem o ímpeto ofensivo como atributo. Força, drible, cruzamento e finalização são as credenciais para tentar furar o bloqueio gremista. Na vitória por 4 a 2 no primeiro clássico do ano, fechou o placar. Todavia, caso a ideia seja um modelo mais seguro, o argentino pode ficar como alternativa.
Nem mesmo a presença de Carbonero é assegurada. O colombiano agrega imprevisibilidade e capacidade de drible, visão de jogo e chute. Pode até atuar como um dublê de Alan Patrick, mas a menor intensidade deixa a posição aberta.
No comando do ataque, Borré tem sido o titular habitual. A entrega para participar das jogadas e atrapalhar a construção dos adversários são fundamentais no modelo solidário adotado por Pezzolano.
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