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Ataque a pescador no Rio Ligeiro segue sob investigação; capivara é a principal hipótese apontada pela Patram (Link vídeo de mulher atacada por capivara em SC)

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dentes capivara

O caso do homem que foi atacado por um animal enquanto pescava no Rio Ligeiro, no interior do município de Maximiliano de Almeida, no Norte do Rio Grande do Sul, continua gerando repercussão e segue sendo acompanhado pelas autoridades. Novas informações foram divulgadas pelo Pelotão Ambiental da Brigada Militar (Patram), enquanto a vítima também relatou detalhes do ocorrido.

Investigação da Patram

O Pelotão Ambiental da Brigada Militar também se manifestou sobre o caso. O sargento Ribeiro, comandante da Patram de São José do Ouro, explicou que o ataque ocorreu no dia 9 de março, porém a corporação somente tomou conhecimento do fato dois dias depois, em 11 de março.

Assim que receberam a informação, policiais ambientais foram até o hospital para conversar com a vítima e coletar mais detalhes sobre o ocorrido. Além disso, a equipe realizou diligências no local do ataque, buscando levantar informações e analisar as circunstâncias.

Com base na experiência dos policiais e nas características dos ferimentos, a principal hipótese levantada pela Patram é de que o ataque tenha sido provocado por uma capivara, animal silvestre bastante comum.

Segundo o comandante, a grande presença desses animais na região reforça essa possibilidade. Ainda assim, a confirmação oficial sobre qual espécie esteve envolvida depende do laudo médico, que ainda não foi concluído.

Outra possibilidade considerada pelos policiais é que o animal tenha reagido de forma defensiva. Isso poderia ter ocorrido caso ele tenha se assustado com a aproximação do pescador ou estivesse protegendo filhotes, situação que pode provocar comportamento agressivo em alguns animais silvestres.

O local onde o fato ocorreu fica em uma área mais isolada, no interior de uma propriedade rural.

Em dezembro de 2025, uma mulher foi atacada por uma capivara em Santa Catarina. Segue vídeo do youtube, onde é possível perceber ferimentos com a mesma gravidade e até características dos ferimentos do Sr. Dionísio.

Orientações e alerta à população

Diante da situação, o Pelotão Ambiental reforça a importância de evitar aproximação com animais silvestres em seu habitat natural. A recomendação é manter distância e permitir que o animal siga seu caminho, evitando qualquer tipo de interação que possa provocar reação defensiva.

Enquanto o laudo médico não é finalizado e a identificação do animal não é confirmada, o caso continua cercado de dúvidas. A situação também serve de alerta para moradores, pescadores e frequentadores da região, que devem redobrar a atenção e evitar entrar na água até que haja mais esclarecimentos sobre o que realmente provocou o ataque.

O episódio segue repercutindo na comunidade de Maximiliano de Almeida e região, especialmente por não haver registros anteriores de ocorrências semelhantes naquele ponto do Rio Ligeiro.

dentes capivara

rio ligeiro

Relembre o caso

A Rádio Club FM 96.7 conversou com o pescador Dionísio Ribicki, de 64 anos, morador da Linha Baixo Caçador, nas proximidades de onde ocorreu o ataque. Segundo ele, o episódio aconteceu na manhã de segunda-feira, 9 de março de 2026, por volta das 8 horas, enquanto realizava uma pescaria no rio.

De acordo com o relato, ele estava dentro da água, que chegava aproximadamente à altura do peito, próximo ao pescoço, quando foi surpreendido por um ataque repentino. O primeiro impacto teria ocorrido de forma inesperada, fazendo com que fosse puxado para baixo da água. Mesmo assim, conseguiu firmar os pés no fundo do rio e se levantar novamente.

Logo depois, um segundo ataque aconteceu, desta vez atingindo a outra perna. Durante o confronto, o pescador contou que tentou reagir segurando a cabeça do animal, que estava com os dentes presos em sua perna. Enquanto tentava se soltar, o animal fazia movimentos fortes, aparentemente tentando arrastá-lo novamente ou arrancar um pedaço de carne. Em meio à luta, parte da pele e do tecido da perna acabou sendo arrancada.

Segundo seu Dionísio, o animal permaneceu submerso durante todo o episódio, o que impossibilitou a identificação visual. Ele relatou apenas que, ao tocar na cabeça da criatura na tentativa de fazê-la soltar sua perna, percebeu que o animal parecia ter um focinho comprido, com aproximadamente dois palmos de comprimento. Mesmo assim, tudo aconteceu muito rapidamente, dificultando qualquer identificação precisa.

O pescador acredita que não se tratava de uma capivara e também descarta a possibilidade de um animal com garras, já que os ferimentos foram provocados exclusivamente por mordidas. Ele mencionou que não sabe afirmar se poderia ser uma capivara, uma lontra ou até mesmo algum peixe de grande porte.

Após o momento em que sofreu o ferimento mais grave, seu Dionísio conseguiu se impulsionar e subir em um bote que estava ao lado. Mesmo já dentro da embarcação, ele percebeu movimentações na água, formando ondas ao redor do bote, o que indicava que o animal ainda permanecia nas proximidades, sempre submerso.

O pescador chegou a pedir ajuda, mas sua residência fica a cerca de um quilômetro de distância do local do ataque. Mesmo ferido, conseguiu se deslocar até a casa e posteriormente buscar atendimento médico.

Ele foi hospitalizado e permanece em recuperação. Apesar da gravidade das mordidas, os médicos constataram que nenhuma veia ou artéria foi atingida, embora os ferimentos tenham passado muito próximos dessas estruturas.

O episódio chamou a atenção da comunidade local. Conforme relatado pela vítima, nunca havia ocorrido algo semelhante naquela região. Segundo ele, o local sempre foi frequentado por moradores da família e da comunidade para banho, pesca e momentos de lazer, inclusive por crianças, sem qualquer histórico de ataques.

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