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A Rádio Club FM 96.7 conversou com o senhor Dionísio Ribicki, de 64 anos, vítima de um ataque de um animal ainda não identificado nas águas do Rio Ligeiro, nas proximidades de sua propriedade na Linha Baixo Caçador, interior do município de Maximiliano de Almeida, no Norte do Rio Grande do Sul.
A entrevista serviu também para corrigir a data do ocorrido. Conforme relatado por seu Dionísio, o ataque aconteceu na manhã de segunda-feira, dia 9 de março de 2026, por volta das 8 horas, e não no dia 10, como havia sido informado anteriormente.
Segundo ele, no momento do ataque estava dentro do rio realizando atividade de pesca, com a água chegando aproximadamente na altura do peito, próximo ao pescoço, quando foi surpreendido.
De acordo com o relato, o primeiro ataque aconteceu de forma repentina, fazendo com que ele fosse puxado para baixo da água. Mesmo assim, conseguiu impulsionar os pés no fundo do rio e voltar a ficar de pé. Logo em seguida ocorreu um segundo ataque, desta vez na outra perna.
Seu Dionísio contou que tentou reagir e agarrou a cabeça do animal, que estava com os dentes cravados em sua perna. Enquanto isso, o animal dava fortes puxões, aparentemente tentando arrancar um pedaço ou puxá-lo novamente para o fundo do rio. Em meio à luta, um pedaço de pele e carne acabou sendo arrancado da perna da vítima.
O animal permaneceu todo o tempo submerso, o que impossibilitou a identificação. Ele relata que, ao tocar na cabeça da criatura na tentativa de fazê-la soltar sua perna, percebeu que parecia ter um focinho comprido, de cerca de dois palmos, mas tudo aconteceu muito rápido.
Ele acredita não se tratar de uma capivara. Também descarta a possibilidade de um animal com garras, pois os ferimentos foram causados apenas por mordidas. Até o momento, ele não sabe dizer se poderia ser capivara, lontra ou até alguma espécie de peixe de grande porte.
Após o momento em que o animal arrancou o pedaço de carne, seu Dionísio conseguiu se impulsionar e subir em um bote que estava ao lado. Mesmo já dentro da embarcação, ele percebeu ondas na água, indicando que o animal continuava rodeando o bote, ainda submerso.
O pescador chegou a gritar por socorro, mas sua residência fica a cerca de um quilômetro de distância do local. Mesmo ferido, conseguiu ir até a casa e posteriormente buscar atendimento médico.
Ele foi hospitalizado e segue em recuperação. Apesar da gravidade dos ferimentos, houve um alívio: nenhuma veia ou artéria foi atingida, embora as mordidas tenham passado muito perto.
O caso chamou a atenção dos moradores da região. Segundo seu Dionísio, nunca houve registro de algo semelhante naquela localidade. Ele relata que ele, sua família e até crianças costumavam frequentar o local para banho e lazer, sem qualquer histórico de ataques.
Diante da situação ainda cercada de mistério, fica o alerta para que moradores, pescadores e frequentadores da região tenham cautela, evitando principalmente entrar na água até que se descubra qual animal teria provocado o ataque.
O episódio segue gerando comentários na comunidade e permanece sem confirmação sobre qual espécie estaria envolvida no ataque.
Fonte/Foto: Rádio Club FM 96.7