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O que veio à tona em Maximiliano de Almeida nos últimos dias causou choque, tristeza e indignação. Um grave caso de crueldade contra animais, registrado na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2016, no Bairro Morada do Sol, expôs uma realidade dura e revoltante, que abalou moradores e defensores da causa animal em todo o município e onde ganha repercussão.
O episódio chegou ao conhecimento da Associação Amigos dos Animais de Maximiliano de Almeida após relatos angustiantes de que diversos cães, machos e fêmeas, estavam morrendo por envenenamento. No próprio dia 4, integrantes da associação se depararam com uma cena chocante: três cães mortos, vítimas de veneno. Em dois desses casos, uma médica veterinária confirmou oficialmente o envenenamento como causa da morte.
As informações repassadas à Polícia revelaram que o horror não começou naquele dia. Dias antes, outros animais já haviam sido encontrados mortos nas mesmas circunstâncias e no mesmo bairro. Somados aos registros do dia 4, o número é estarrecedor: 10 cães mortos, além de 6 gatos, todos vítimas de um ato cruel e criminoso. A suspeita é de que tenham sido utilizados pedaços de salame e outros petiscos misturados com veneno, espalhados deliberadamente.
As imagens não serão mostradas aqui, pois são muito fortes. Ilustrando esta matéria, temos a cadelinha que escapou com vida e está para adoção.

Embora alguns dos cães fossem animais de rua, a maioria tinha tutores, o que aprofunda ainda mais a dor e a revolta das famílias atingidas.
Outro fato recente de violência contra animais no município aconteceu há cerca de dois a três meses, um cão foi morto com um disparo de espingarda de ar comprimido, reforçando a necessidade de atenção e ação.
Em meio a crueldade, um fio de esperança permanece: uma cadela foi resgatada com vida, recebeu atendimento e agora aguarda por adoção responsável. Interessados em oferecer um lar podem entrar em contato pelo telefone (54) 99603-9364.
A Polícia informou que o caso foi devidamente registrado e que as investigações estão em andamento, com o objetivo de identificar os responsáveis e aplicar as penalidades previstas em lei. A população pode — e deve — denunciar qualquer suspeita, pois o silêncio só favorece que crimes como esse continuem acontecendo.
Diante da repercussão, o prefeito André Fernando Zucunelli manifestou-se em suas redes sociais.
“Um fato como esse não deve acontecer de maneira nenhuma, em lugar nenhum da cidade. Enquanto prefeito, não vou medir esforços para contribuir e apoiar a polícia durante as investigações. Maximiliano de Almeida é terra de gente boa e não tem espaço para bandidagem e para quem faz esse tipo de coisa com seres indefesos. Estamos do lado da polícia para o que precisarem neste caso”, declarou.
O episódio também reacende um debate necessário: a prevenção. Maximiliano de Almeida conta com um programa de castração animal, realizado com recursos da administração municipal, justamente para reduzir o abandono, o sofrimento e situações extremas como essa. Castrar é um ato de responsabilidade, cuidado e amor, que ajuda a evitar o crescimento descontrolado da população animal e diminui conflitos e maus-tratos. Siga a página: @associacaodosanimaisdemax
Casos como este são repugnantes e precisam parar. A proteção dos animais é um dever coletivo. Denunciar, conscientizar, castrar e respeitar a vida são atitudes fundamentais para que cenas tão dolorosas nunca mais se repitam.
Fonte: Rádio Club FM 96.7/@associacaodosanimaisdemax