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Supercélula em MG: entenda o fenômeno de chuva extrema e destruição

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Uma supercélula, tempestade rara e severa, provocou chuvas intensas em Juiz de Fora na madrugada desta terça-feira, 24, causando ao menos 23 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Segundo a prefeitura, choveu mais que o dobro do volume esperado para todo o mês, tornando fevereiro deste ano o mais chuvoso da história da cidade. A prefeitura de Juiz de Fora decretou calamidade pública após essas chuvas históricas.

De acordo com a Climatempo e informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), supercélulas são diferentes de tempestades comuns: são isoladas, duradouras e organizadas, podendo permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.

Características das supercélulas
Elas podem gerar ventos fortes, granizo, chuvas intensas e tornados, sendo os tornados os eventos mais destrutivos, mas não os únicos capazes de causar danos graves.

No Brasil, o fenômeno ocorre principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Ele se forma na parte quente de sistemas de baixa pressão e se propagam muitas vezes ao longo de frentes frias, com rotação causada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar, criando mesociclones dentro das nuvens.

Estragos e impacto local
Após a passagem da supercélula, Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram. Vídeos mostram os estragos causados pelas fortes chuvas em Minas Gerais.

Diversas regiões registraram deslizamentos e quedas de árvores, além do desabamento de dois prédios. A Defesa Civil do município estima que 440 pessoas estejam desabrigadas.

Reconhecimento de calamidade
A cidade está em estado de calamidade. Por conta da situação, o governo federal enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para apoiar os trabalhos de socorro e assistência no local. O governo federal reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora.

Fonte: Correio do Povo

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