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Um zagueiro que rasga a área como um centroavante com fome de gol. Desta vez com o pé e não pelo alto, como costumeiramente tem vantagem. O jovem Gustavo Martins de novo mostrou a faceta artilheira ao balançar as redes no Gre-Nal que confirmou o tÃtulo gaúcho para o Grêmio. Aos 23 anos, revelou os segredos para aparecer tão bem na área e comentou a tão desejada sequência e sobre a dupla com Viery – ambos formados na base.
As chances estão postas. No fim de 2025, antes da confirmação da mudança de técnico, Gustavo Martins via poucas perspectivas e considerava sair do clube. Recebeu algumas sondagens de clubes do Leste Europeu e conglomerados de equipes entre dezembro e janeiro. O Grêmio não quis escutar as propostas.
– Desde que eu subi em 2023, venho buscando essa sequência, essa afirmação. Acredito que durante esse tempo tive bons jogos, tive algumas sequências, mas quando terminou o ano passado eu terminei com a sensação que eu queria que esse ano (2026) fosse o meu ano. Estou trabalhando para isso. Claro que fomos campeões, mas nada se assegura por isso. Eu tenho que trabalhar muito mais, mas com certeza é isso que eu espero – disse em entrevista ao ge.
– Teve alguns rumores, mas deixo mais para o meu empresário. Eu queria muito ter essa sequência, ter essa afirmação. É um clube que eu estou há oito anos, que eu amo, então eu queria muito ter esse momento e estou trabalhando para isso. Espero que esse ano eu consiga atingir.
Segredo para ser artilheiro
Na final, Gustavo Martins marcou pela primeira vez neste ano. Mas foi o 10º com a camisa do Grêmio desde a ascensão ao profissional, em 2023, com 98 jogos disputados. O zagueiro tem aproveitamento reconhecido na bola aérea ofensiva e aparece constantemente como uma das armas do time na bola parada, como ocorreu no clássico.
Um dos segredos está na impulsão. Gustavo Martins é um dos jogadores do elenco que atinge melhores números nos saltos. Conforme apurou o ge, sobe 44,4 cm do chão, enquanto a média do elenco é 39 cm.
– Acredito que trabalho de força no geral (ajuda), mas, claro, eles têm o controle deles de salto semanal. Acredito que esteja bem posicionado no elenco, mas tem uns na minha frente ainda (risos) – contou.
O outro segredo vem da formação. Bem jovem, Gustavo Martins jogava como atacante. Não era centroavante, era um segundo jogador do setor, mas na época estava acostumado a ficar de frente para o gol rival. Aos 14, foi recuando para a defesa.
– Antes, era atacante, jogava de segundo atacante. Mas acredito que seja muito trabalho mesmo, porque sempre, nos treinamentos, faço um complemento de bola parada, uns cabeceios, umas finalizações. Porque sei que uma hora pode acontecer como aconteceu, dela chegar para mim e eu ter que decidir. Tenho que estar pronto – comentou.
Zaga da base com Viery
Gustavo Martins até iniciou o ano como titular, mas retomou a vaga mais recentemente. Há três jogos, forma uma defesa formada em casa pelo Grêmio ao lado de Viery, zagueiro de 21 anos. O fato da dupla ter origem nas categorias de base é valorizado pelo defensor.
– Estou há oito anos, ele está até mais que isso, como a gente vem da base. Eu estava falando também, a gente conhece o tamanho do clube, sabe que o Grêmio entra sempre para ganhar, entra sempre para ser campeão em todas as competições. Acredito que se torna um pouco mais especial de estar como dupla com outro jogador da base. Acho que isso traz identificação – destacou.
– Cheguei em uma idade boa, com uma experiência boa do tempo que já estou no profissional. É importante ganhar esse amadurecimento e acredito que estou mais maduro e mais pronto para ter essa responsabilidade.
Fotos emblemáticas
Ainda no Beira-Rio, Gustavo Martins virou personagem de duas imagens muito emblemáticas. A primeira é uma foto de Luiz Felipe Scolari, um dos maiores Ãdolos gremistas e atual coordenador técnico, beijando o peito do zagueiro. Felipão é um entusiasta dos avanços ofensivos do zagueiro, por incrÃvel que pareça.
– O Felipão é incontestável, Ãdolo do clube, Ãdolo do paÃs. É um cara que voltou ano passado e é gratificante ter esse momento com ele, porque é incontestável o tamanho dele para o futebol. Em muitos momentos do ano passado ele me apoiou bastante. Eu fiquei muito feliz por isso, por ser um cara do tamanho dele, me dando confiança para jogar, me dando dica, me falando, “vai para a área, faz gol”. E aconteceu, até por isso ele estava me parabenizando. Foi um momento muito especial – comentou Martins.
Depois do jogo, já no vestiário, o zagueiro também repetiu uma imagem muito marcada na memória recente dos gremistas. A dupla de zaga formada em casa beijou a taça do Gauchão e registrou o momento, como uma referência a Geromel e Kannemann, que geraram essa tradição desde o tÃtulo da Copa do Brasil, em 2016, com Conmebol Libertadores, Recopa Sul-Americana e outros Gauchões.
– Acho que nós dois temos os dois zagueiros, o Geromel e o Kannemann, como Ãdolos. Quem conhece o Grêmio sabe o quanto esses dois são Ãdolos máximos do clube. É muito importante e a gente pensou em fazer a foto também por nós dois sermos da base e achar que ia ser uma foto legal.
Fonte: ge