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Análise: Inter vence na camisa e na arquibancada para sobreviver na luta contra o Z-4

Quando não dá na qualidade, precisa ser na indignação. O Inter teve a pior atuação com Eduardo Baptista, mas lutou, teve o apoio da torcida e acabou coroado com a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba na noite de terça-feira.

O gol? Nos acréscimos, de pênalti, com Alerrandro, para dar alívio a todos no Beira-Rio. O time seca Grêmio e Corinthians para terminar a rodada fora do Z-4. Porém, mantém a esperança de compensar suas limitações técnicas e táticas com entrega na luta pela sobrevivência na Série A.

Os 36.412 presentes sofreram com a produção. O Inter, principalmente no primeiro tempo, foi amarrado pelo Coxa. Era difícil produzir menos do que na etapa inicial, mas a evolução ficou abaixo do esperado.

O Inter sentiu falta de Alan Patrick. Carbonero, o substituto, tentou algumas jogadas individuais, mas ofereceu pouco enquanto esteve em campo. Villagra percebeu a dificuldade e tentou resolver sozinho. Sem sucesso.

O time também esteve muito nervoso. Irritou-se com as decisões da arbitragem, com a postura do rival. E, claro, com o rendimento que não fluía.

Houve apreensão, mas sem que a torcida perdesse a fé. Alerrandro bateu forte, no canto direito de Morisco, sem chances de defesa.

Êxtase no Beira-Rio. Os colorados se abraçavam no campo e nas arquibancadas. O centroavante e os companheiros correram até os torcedores para celebrar juntos. O camisa 9 ainda se ajoelhou, agradeceu aos céus e se emocionou.

Foi no sofrimento, na irresignação, em acreditar até o fim. Foi também no peso da camisa que apareceu quando o futebol sozinho parecia não bastar. E na arquibancada, com uma torcida que deixou a cobrança em segundo plano para empurrar o time na luta contra o rebaixamento.
Fonte: ge

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