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– Algo vai mudar, sim (no time titular). Mas não quero dizer, é um tema bom para você. (…) Prefiro comunicar antes aos jogadores – afirmou o técnico.
O ge apurou que Ancelotti conversou individualmente com os 11 titulares e avisou que cada um deles vai começar a partida de sexta. Mas ele não reuniu os 26 jogadores para dar a escalação.
Na coletiva desta quinta, o treinador reforçou que não ficou nada satisfeito com a atuação e com o resultado da equipe na estreia no Mundial.
– A equipe não ficou contente porque a estreia não foi boa, principalmente o primeiro tempo. Amanhã já vamos fazer um jogo diferente, com muito mais qualidade – afirmou Ancelotti.
Sobre o Haiti, Ancelotti elogiou a equipe, que perdeu por 1 a 0 para a Escócia na estreia. Descreveu algumas características do adversário desta sexta-feira e lembrou que a Copa tem confrontos muito equilibrados.
– O jogo contra a Escócia foi um jogo muito equilibrado. O Haiti mostrou qualidade física sobretudo, uma equipe que está bem organizada, com sistema bastante claro, com centroavante de referência muito alto. Eles jogam um bom futebol, com as características deles. É um rival que temos que respeitar, como todos os rivais. É uma Copa do Mundo, todos estão muito motivados. Não há partida com resultado claro, todos jogos são muito equilibrados e competitivos.
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Pressão maior do que a do presidente do Brasil?
– Deixo claro uma coisa: é um privilégio estar aqui como treinador da Seleção. Tenho que lidar com a pressão. O resultado não foi bom contra Marrocos, mas temos que fazer uma crítica construtiva. A Copa não se ganha no primeiro jogo. Temos que buscar a solução. A autocrítica dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nesses dias para solucionar isso e acho que vamos. Seja antes ou depois, vamos solucionar. Sigo confiante que a equipe será competitiva nessa Copa.
– Não, vou comunicar para a equipe amanhã. Acho que não é o momento. Só por isso. Não tenho problema em comunicá-los a escalação agora. Futebol não tem segredos. Mas prefiro comunicar antes aos jogadores.
– Melhorar a qualidade de jogo, queremos ter mais equilíbrio, exercer as pressões no momento correto. Melhorar o time nesses aspectos.
– Claro que os cartões podem influenciar jogo seguinte. Essa é a razão porque mudei os dois no jogo (contra Marrocos), no intervalo. Algumas mudanças vamos fazer, vou colocar alguns jogadores que estão mais frescos que outros. Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Errar menos passes. Temos a qualidade para fazê-lo, ter um jogo de entretenimento, temos jogadores de força e potência. O pensamento potencial é de fazer melhor. E temos que fazer melhor.
– Temos que colocar Endrick no momento correto (risos). Vamos esperar um pouco. Vai ser importante. A primeira parte do jogo foi inesperada. Penso que a estreia da Copa do Mundo, o peso da camisa, influenciou o aspecto mental dos jogadores. Começar bem é importante, mas não é o mais importante. A equipe tem que ser mais que perfeita, tem que ser resiliente. A equipe é resiliente e vai melhorar.
– Eu acho que Raphinha pode jogar em todas as posições da frente. Ele começa pela direita no Leeds e no Barcelona, depois foi para a esquerda, jogou sempre muito bem. Vai jogar muito bem aqui. Tem que ser calmo e paciente. Raphinha temos que ter toda a calma e paciência. Dar a confiança. Ele tem toda a confiança do mundo porque, para mim, é um dos melhores jogadores do mundo.
– Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, algo que o Igor Thiago tem. Ele é forte, é muito agressivo. Endrick não é nem um, nem outro. Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo. Ele é paciente, não tem pressa, é muito maduro para a sua idade. São aspectos importantes. A família perto dele também é paciente, são aspectos importantes.
– Não. Não quero uma identidade clara na equipe porque minha equipe tem que fazer várias coisas. Defender com bloco baixo, atacar aproveitando da qualidade dos jogadores. Você não tem que esperar uma identidade clara porque eu não quero isso. Quero uma equipe que sabe fazer muitas facetas do futebol.
– Há equipes que jogam muito bem, equipes de intensidade. Acho que é um Mundial de alta intensidade. A Argentina joga um futebol de muita intensidade, mas há times que jogam de uma forma muito brigadora, que defendem de forma agressiva. As estrelas não vão determinar esse Mundial. Eu penso assim.
– Não posso confirmar (que ele será titular). Paquetá tem qualidade, controle de jogo. Não foi assim no primeiro tempo (contra Marrocos), mas temos que dar outras oportunidades. Paquetá foi um dos que não jogou bem na primeira parte, mas ele é um jogador importante. Temos que considerar também que ninguém no primeiro tempo teve seu melhor nível no jogo.
Fonte: ge
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