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Titular da seleção uruguaia no Catar em 2022 e acostumado à pressão ao longo da carreira, Sergio Rochet tornou-se alvo de desconfiança após uma sequência de falhas pelo Inter, a mais recente diante do Athletic, na Copa do Brasil. O cenário, entretanto, é inédito para o goleiro, que busca recuperar a credibilidade às vésperas da próxima Copa do Mundo.
Há quase três anos no Inter, Rochet chegou a Porto Alegre após excelente passagem pelo Nacional. Foram quatro temporadas de estabilidade, com oito títulos conquistados, entre eles três Campeonatos Uruguaios.
Virou ídolo incontestável, capitão e assumiu a posição ao desbancar o então titular absoluto Luis Mejía. O desempenho seguro o levou à Copa do Mundo de 2022.
– No Nacional ele não cometia erros. Já com a Seleção não foi tão seguro, principalmente nas saídas com os pés – afirma o jornalista Ernesto Faria, da Rádio Universal, do Uruguai.
No Inter, o cenário atual é diferente. O goleiro vive momento delicado após atuações abaixo do esperado em mais de uma partida. Teve a titularidade questionada por torcedores e foi vaiado no Beira-Rio após a classificação diante do Athletic, pela Copa do Brasil.
Apesar disso, mantém respaldo interno. O técnico Paulo Pezzolano minimizou a falha do goleiro na partida e demonstrou confiança na recuperação do jogador.
– Eu sei que querem ficar no erro do Rochet, erro de algum jogador particular, mas ganhamos. O Rochet tem a personalidade para reverter isso. São jogos, momentos particulares. É seguir em frente – ressaltou.
Contratado em julho de 2023, Rochet é uma das lideranças do elenco e das vozes mais atuantes do vestiário, ao lado de Mercado, Alan Patrick, Bruno Henrique e Borré.
Teve boas atuações no primeiro ano, sendo valorizado internamente pela performance em campo e pela postura no dia a dia. Porém, passou a conviver com lesões frequentes a partir de 2024.
Com contrato até o fim deste ano, o uruguaio pode permanecer por mais uma temporada sem necessidade de renegociação. Uma cláusula prevê renovação automática caso atinja 60% de presença nos jogos do Inter na temporada.
Em 2026, Rochet soma 17 partidas das 29 disputadas pelo clube. Em cinco, ficou fora por lesão. Além disso, durante o Campeonato Gaúcho, Pezzolano promoveu preservações frequentes, deixando o goleiro fora de seis jogos – em dois deles, no banco.
Há dois cenários para atingir o percentual necessário. Com a classificação na Copa do Brasil, somada às 12 partidas do estadual e às 38 rodadas do Brasileirão, o Inter chegará a 54 jogos na temporada. Nesse caso, Rochet precisa atuar em 32.
Se o clube avançar ainda mais na Copa do Brasil, o número cresce. Em caso de final, serão 59 partidas no total, exigindo 35 jogos do goleiro para garantir a renovação.
Com a marca ainda distante, Rochet busca recuperar espaço. O desafio é dar a volta por cima em meio à pressão e retomar o nível que o transformou em referência no futebol uruguaio.
Fonte: ge
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