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Em meio à crise, o técnico Paulo Pezzolano prepara mais uma mudança na escalação do Inter. Diante da Chapecoense, o treinador será obrigado a mexer na equipe por causa das suspensões de Matheus Bahia e Braian Aguirre. A alteração representa mais um capítulo da rotina que marca o segundo semestre colorado.
A falta de uma formação estável passou a ser um dos pontos de discussão no Beira-Rio. Desde que encontrou uma estrutura de jogo no início da temporada, o treinador optou promover mudanças sem preservar uma base fixa. As alterações frequentes afetam o funcionamento coletivo.
Os reflexos, por óbvio, aparecem em campo. É possível perceber falta de entrosamento, coberturas lentas e erros de passes e de posicionamento. O resultado é um time que ainda não encontrou continuidade em meio a uma sequência de jogos decisivos.
Nos últimos jogos, alguns exemplos chamaram atenção. Thiago Maia sequer havia entrado em campo no segundo semestre quando apareceu como titular diante do Bahia, pela 25ª rodada do Brasileirão. A aposta teve sequência. O volante começou o Gre-Nal de volta das quartas de final da Copa do Brasil e foi mantido entre os titulares contra o Santos.
Ronaldo viveu situação parecida. Antes de iniciar a partida contra o Bahia, acumulava cerca de 20 minutos em campo no segundo semestre. Ainda assim, ganhou espaço em um momento de pressão e necessidade de resultados, sendo titular também contra o Santos.
Já Alan Patrick passou pelo movimento oposto. Capitão da equipe e principal referência técnica do elenco, o camisa 10 foi retirado da escalação inicial no Gre-Nal de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A mudança reforçou a impressão de que nem mesmo os jogadores considerados pilares têm presença assegurada de um jogo para outro.
No segundo semestre, entre Brasileirão e Copa do Brasil, o Inter fez 12 partidas e repetiu a escalação em apenas três: nos empates contra Flamengo (21ª rodada) e Remo (23ª), e na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, quando venceu o Corinthians, todas no Beira-Rio.
Entretanto, alguns jogadores tiveram posicionamento alterado. Contra o Remo, Alan Patrick atuou mais próximo do meio-campo. Contra Flamengo e Corinthians, apareceu no ataque, quase como um “falso 9”.
Nenhum jogador foi titular nas 12 partidas do segundo semestre. Maripán, Bruno Gomes, Vitinho e Bernabei iniciaram 11 jogos. Depois aparecem Matheus Bahia e Carbonero, 10 vezes, assim como o goleiro Matheus Cunha. Alan Patrick e Mercado começaram nove partidas, e Villagra, oito.
O ataque sofreu mudanças constantes. Carbonero, Bernabei, Vitinho, Sanabria e Alerrandro se alternaram em diferentes configurações. Em alguns jogos, Bernabei atuou aberto. Em outros, mais adiantado. Vitinho apareceu tanto pelos lados quanto mais próximo da área.
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