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Síndrome mão-pé-boca preocupa Secretaria Municipal da Saúde de Machadinho

A síndrome mão-pé-boca (SMPB), também chamada de doença mão-pé-boca, é uma infecção viral contagiosa muito comum em crianças, que é caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas mãos e nos pés.
mao-pe-boca

A síndrome mão-pé-boca é, na maioria dos casos, uma doença branda e benigna, que desaparece espontaneamente após alguns dias sem causar nenhum tipo de complicação. O maior problema costuma ser o risco de desidratação, pois a dor de garganta pode fazer com que a criança pare de aceitar alimentos e líquidos.

Em busca de saber mais sobre a síndrome, a reportagem da Rádio Club, buscou informações junto a Secretaria da Saúde de Machadinho, na oportunidade a Enfermeira – Claudia Dall Agnol falou sobre o vírus que vem preocupando o município. “Essa doença acontece em crianças, pequenas de até dois anos, podendo também ocorrer em crianças maiores, ela está se disseminando com muita facilidade aqui no nosso município e também em outras regiões de todo o Brasil, por isso a nossa preocupação e a das escolas também em ter uma orientação mais adequada nesse sentido”.

TRANSMISSÃO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

O vírus que causam a doença mão-pé-boca podem ser transmitidos por contato com secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso significa que o Vírus Coxsackie (e os outros vírus causadores da SMPB) podem ser transmitidos nas seguintes situações:

• Beijar alguém infectado.
• Ter contato com secreções respiratórias, geralmente através da tosse ou espirro.
• Beber água contaminada.
• Apertar a mão de alguém contaminado.
• Ingerir alimentos preparados por alguém infectado, que não tenha feito a higienização adequada das mãos.
• Contato com brinquedos ou objetos que possam ter sido contaminados por mãos sujas.
• Contato com roupas contaminadas.
• Trocar fraldas de crianças contaminadas.

SINTOMAS DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

O período de incubação da SMPB costuma ser de 3 a 6 dias. Os primeiros sintomas a surgirem costumam ser a dor de garganta e a febre, que fica por volta dos 38ºC. Mal-estar e perda do apetite também são frequentes. Num primeiro momento, a doença é muito parecida com qualquer quadro de virose comum, sendo impossível o seu diagnóstico clínico nesta fase.

DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Nos pacientes que apresentam o típico quadro de febre, úlceras orais e lesões nas palmas das mãos e plantas dos pés, o diagnóstico é feito facilmente, sem a necessidade de uma maior investigação laboratorial.
Nos casos atípicos, se o médico sentir a necessidade de fazer o diagnóstico, a identificação do vírus pode ser obtida através de exame de fezes ou das secreções da garganta ou das lesões de pele.

TRATAMENTO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Não existe tratamento específico para a SMPB. E nem precisa, pois a doença costuma ser autolimitada. Em geral, bastam anti-inflamatórios ou analgésicos comuns para controlar os sintomas de dor e febre. É importante manter as crianças bem hidratadas.
Nos casos mais graves, principalmente nas crianças que recusam a alimentação e passam a correr risco de desidratação, a internação hospitalar pode ser necessária.

PREVENÇÃO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola, e adultos devem faltar o trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos.
Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar o paciente a lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança pra outra.
Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Brinquedos também devem ser lavados com frequência.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca, mas há estudos muito avançados e promissores em curso.

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