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Diante das mudanças propostas pelos órgãos públicos que alteram as condições de aposentadoria dos trabalhadores brasileiros, especialmente os agricultores, a FETAG-RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul) organizou na última sexta-feira (16) uma mobilização para manifestar insatisfação com relação a essas alterações.
De acordo com Lindomar do Carmo Moraes, Diretor Regional da FETAG, o principal motivo pelo qual os agricultores devem se mobilizar contra as medidas da PEC 282 é a retirada dos direitos adquiridos pela classe de trabalhadores ao longo dos anos. “Nós não concordamos com essa PEC (Proposta de Emenda à Constituição) porque ela vai retirar os direitos já conquistados pelos nossos trabalhadores”, comenta. “Diante de toda esta situação nós resolvemos nos mobilizar em todo o estado no dia 16”, acrescenta.
Conforme Lindomar, os veículos de comunicação estão repercutindo uma realidade que não condiz com a situação vivida pelos produtores rurais. “Hoje a mídia divulga que o agricultor não contribui. Nós queremos mostrar para a sociedade que o nosso agricultor contribui e contribui muito. A contribuição é através do nosso bloco de produtor”, afirma. A tributação sobre os produtos de origem agrícola é de 2,3% referente ao funrural.
Um dos principais entraves no que se refere à participação dos agricultores no sistema previdenciário é a falta de repasses dos valores recolhidos por parte das empresas que adquirem os produtos. “Nós não temos culpa disso. O governo que coloque alguém fiscalizar. O governo que coloque alguém autuar essas empresas e essas cooperativas para que façam esse repasse e garantam a nossa previdência social”, enfatiza. A PEC propõe uma contribuição mensal de 20% do salário mínimo por trabalhador rural.
Outra bandeira defendida pela mobilização é idade para aposentadoria dos trabalhadores rurais. “Que não se mexa na questão da idade. Que continue a mulher a se aposentar com 55 anos e o homem com 60 anos de idade”, ressalta Lindomar. “O agricultor tem uma jornada diferenciada de trabalho, começa a trabalhar muito cedo, com 15, 16 anos, levanta cedo, às 5h, 6h da manhã e vai até a noite trabalhando”, pondera.
A concentração de trabalhadores aconteceu em frente à agência do INSS de Lagoa Vermelha no período da manhã e não afetou o atendimento aos usuários que tinham suas perícias marcadas para aquele dia.
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