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Apicultores de Maximiliano de Almeida comercializam mais de 15 toneladas de mel

Na última semana, apicultores de Maximiliano de Almeida realizaram a entrega de sua produção anual de mel – cerca de 16 toneladas do produto. A empresa Adams, de Taquara-RS, foi a responsável pela aquisição da produção. Também participaram do carregamento, produtores de Paim Filho, Carlos Gomes e Sananduva, totalizando aproximadamente 30 toneladas do produto.
O mel produzido na região é conhecido por sua excelente qualidade, muito em decorrência da floração utilizada pelas abelhas. “Nosso mel, por ser de Uva Japão, é um mel diferenciado, muito apreciado pelo mercado externo. E nossa região é privilegiada neste sentido, pois ainda possuímos muita Uva Japão”, declara o engenheiro agrônomo Luan Macagnan.
Um dos fatores que mais proporcionam destaque à apicultura é a sustentabilidade, já que não demanda de qualquer alteração no meio ambiente para sua implantação. Pelo contrário, quanto maior for a preservação da vegetação, melhores serão as condições para que as abelhas encontrem a matéria prima para produção de mel.
Anda conforme o engenheiro agrônomo, o desmatamento vem sendo um dos entraves na produção. “O desmatamento ocasiona a perda de grande quantidade de árvores de Uva Japão na região. Elas são cortadas para a utilização da madeira ou por ‘atrapalharem’ as lavouras”, declara.
Outro fator que influencia negativamente na produção é o uso incorreto de agrotóxicos. “Nós devemos entender que hoje, infelizmente, ele (agrotóxico) é um mal necessário, pois só assim conseguimos produzir alimentos para o consumidor final. O que não podemos fechar os olhos é para o excesso deles, ou o uso incorreto, que muitas vezes causam a mortandade de diversos enxames de abelhas, fazendo com que nossa região fique enfraquecida”, alerta Luan.
Por ser uma atividade que não interfere nas demais desenvolvidas em uma propriedade rural, a apicultura vem alcançando grande importância econômica às famílias da região. Exemplo dessa realidade é o produtor maximilianense Valdecir Martini, conhecido popularmente como Temperatura. Somente nesta safra, ele conseguiu produzir aproximadamente 6 toneladas de mel.
Conforme Valdecir, a extração do mel requer grande esforço físico, já que é feita nas épocas mais quentes do ano e em horários de extremo calor durante o dia. Os equipamentos de proteção (roupas que encobrem todo o corpo) aumentam ainda mais a temperatura, que já é extremamente elevada em determinados dias de colheita do mel. Mesmo assim, os produtores enfrentam as adversidades e entregam ao mercado um dos produtos mais nobres que a natureza pode oferecer.
De acordo com o engenheiro agrônomo Luan, a atividade – que já é destaque na região – poderia ser ainda mais fortalecida se os produtores recebessem maior suporte técnico dos órgãos públicos. “Apesar de possuirmos a ajuda da Emater, faltam profissionais nos municípios para atender melhor os produtores. Um técnico e um agrônomo para quase cinco mil habitantes é pouco, ainda mais em um município totalmente agrícola”, analisa. “O mel, na nossa região, tem total condições de ser ainda mais explorado, aumentando assim a renda das famílias e consequentemente a renda no município”, conclui.

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