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Lucia Cecília Fávero Variani ou Cecília como é conhecida nasceu em 16 de agosto de 1942, na cidade de Erechim, com quatro anos mudou-se para Maximiliano de Almeida. Estudou nas séries iniciais em Maximiliano de Almeida e concluiu o Ginásio em Marcelino Ramos. Casou-se aos 16 anos, em 1959, com Nelson Variani com quem teve quatro filhos: Solange, Eraldo, Elaine e Josiane. Seus filhos já lhe deram oito netos.
Ao falar um pouco sobre a caminhada no ramo do comércio, Cecília conta que seu marido Nelson possuía uma pequena fábrica de portas e janelas e seu pai Adelino Variani era ferreiro. Anos mais tarde foi construída a fábrica de esquadrias que hoje conta com mais de quarenta funcionários. A fábrica era uma sociedade de quatro irmãos, depois de certo tempo foi dividida e passou a ser chamada Nelson Variani Indústria de Esquadrias. Em 1967 a família construiu um prédio, onde em 1971 abriu uma pequena loja de ferragens, a qual hoje chama-se Loja Variani Materiais de Construção.
Em sua longa história construída em Maximiliano de Almeida, Dona Cecília participou ao lado de seu marido Nelson, falecido em 2010, de momentos marcantes na formação da sociedade do município. Uma das lembranças mais marcantes é a construção da Igreja Matriz em sua atual estrutura física. “Faz 52 anos que aconteceu a benção da primeira pedra dessa igreja aqui. Antes tinha uma igreja de madeira, bem antiga, desmancharam e construíram essa igreja”, relembra.
Outros momentos que são preservados na memória de Dona Cecília são os que marcaram a história do hospital do município. “O Hospital Santo Antônio era dirigido pelas freiras, as Irmãs de São José, mas depois houve uma desunião e o hospital passou a funcionar no prédio onde é a fruteira. Na mesma casa que é a fruteira hoje, em cima era o hospital, quando foi fundada a Sociedade Beneficente São José”, relata.
Sobre a construção do prédio que serve como estrutura física do Hospital São José atualmente, Cecília lembra que o terreno foi doado pela família Muterle e a sociedade se uniu para conseguir dar andamento na obra e posterior funcionamento do hospital. “Quem doou o terreno para fazer o hospital lá em cima foram os Muterle”, comenta. De acordo com Cecília, a sociedade beneficente contava com um número grande de maximilianenses, assim como recebeu apoio da comunidade em geral para a conquista do bem maior que era o hospital. “A sociedade do hospital contava com um número grande de pessoas e trabalhava junto com a comunidade”, enfatiza. “Inclusive nós fazíamos a Campanha do Travesseiro, a Campanha do Lençol para poder começar lá em cima”, acrescenta Cecília. Seu Nelson, marido de Cecília, foi presidente do Hospital São José por muitos anos.
Das entidades hoje atuantes em Maximiliano de Almeida, Cecília conta que inicialmente só existia o Clube Sete de Setembro. “Não tinha nada, nós tínhamos um clube onde hoje é o prédio do Euli que era chamado de Clube Sete de Setembro. Era o único clube que tinha em uma casa de madeira com dois pisos. Tinha um bolão e um bar em baixo, e em cima tinha o Clube Sete de Setembro”, relembra.
A evolução das instituições de ensino aconteceu a partir do “Colégio das Freiras”. “O ensino era ali, só tinha ali”, comenta Cecília. “Depois tinha um grupo escolar lá em cima onde hoje é o Dom Bosco. Foi então fundada a escola pública, uma escola do estado”, acrescenta. Só depois, de acordo com Cecília, foi fundado o Colégio João XXIII.
Ao lado de seu marido Nelson, Cecília presenciou o desenvolvimento do município desde sua emancipação político-administrativa. “Antes nós pertencíamos a Marcelino Ramos. Era bem pequenininho (o município), não tinha nenhuma pedra de calçamento”, comenta Cecília. “Mudou, o prefeito foi fazendo mais coisas, mas poderia ter mudado mais, poderia ter melhorado mais”, avalia Cecília sobre o desenvolvimento do município desde o momento em que conquistou sua emancipação.
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