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Com superação e perseverança, Dona Nair manteve a família no bom caminho

A história reservou momentos difíceis à Dona Nair Atônia Debona, porém nunca lhe faltou perseverança para criar a família e manter os filhos trilhando os caminhos do bem. Hoje com 76 anos ela tem a satisfação de desfrutar do convívio de uma família harmoniosa.
Nair é natural de Machadinho, porém logo que casou-se, aos 15 anos de idade, mudou-se para Maximiliano de Almeida ao lado de seu companheiro Antônio Debona. Lá, na comunidade do Cerro da Rapadura deu a luz aos dois primeiros filhos. Depois de alguns anos novamente mudou-se para Machadinho onde permanece até hoje.
O principal golpe que a vida lhe deu foi a perda precoce do marido. “Nós vivemos 21 anos juntos, depois ele morreu. Fiquei com seis filhos”, conta Nair. Na tentativa de curar o marido que tinha problemas de coração, Nair revela que a família se desfez de todo o patrimônio que dispunha. “Nós gastamos todo o capital que nós tínhamos. Não tinha mais nada. Gastamos com a doença do meu marido”, relata.
Criar os filhos sozinha não foi fácil, exigiu de Nair muita força e perseverança, porém nem todas as dificuldades que a vida impôs lhe tiraram a capacidade de enxergar a vida pelo lado positivo. “Uma vez era mais sofrido. Era sofrido, mas era bom. Eu acho que todo mundo fala isso”, comenta Nair. Os motivos que levam Nair a pensar que antigamente era mais divertido é o fato de as famílias viverem mais próximas entre seus integrantes. “As famílias eram todas juntas, reunidas, era lindo”, relembra.
Dona Nair associa alguns hábitos de antigamente com os de hoje. “Nós irmãos nos reuníamos e um dizia: ‘semana que vem vou matar uma ovelha e vamos comer na costa do rio’. Não precisava dizer duas vezes. Eram três, quatro irmãos que iam com os filhos todos fazer festa. Hoje as pessoas vão para a praia, naquele tempo era assim que se fazia”, comenta.
Ao falar sobre as atividades que desenvolveu ao lado do marido para sustentar a família Nair cita a criação de suínos como a que esteve sempre presente no trabalho do casal. “Quando nós fomos morar na nossa casa o meu sogro já deu seis porcos para colocar no chiqueiro. Sempre criamos porcos. O meu falecido marido adorava”, diz Nair.
Depois de retornar a Machadinho, Nair relata que começou o trabalho com o armazém, onde ao lado do marido, comercializavam diversos itens essenciais à sobrevivência da população naquela época. “A gente tinha de tudo dentro do armazém. Nós carneávamos porco, carneávamos boi e vendiamos para os funcionários da Serraria dos Formiguieri”, relembra. “Tinha um monte de funcionários e eles vinham todos comprar no nosso armazém”, acrescenta Nair. Com esta atividade a família trabalhou aproximadamente cinco anos.
Depois do armazém a família trabalhou com a agricultura por um período, até que seu falecido marido vendeu as terras no interior e adquiriu um moinho na cidade de Machadinho. “Nós vendemos lá na colônia e compramos aqui. Nós tínhamos um moinho”, revela Nair.
Depois de ter superado todas as barreiras que a vida lhe impôs, hoje Dona Nair fala com orgulho da convivência que tem com seus familiares. “Todos os finais de semana nós nos reunimos com quem mora aqui perto. Os filhos vêm aqui na minha casa ou vêm me buscar. Não é só no Natal ou no Primeiro de ano, nós nos reunimos sempre”, diz. “A família é a base de tudo”, destaca.
A família que tanto dá orgulho para Dona Nair é numerosa. Seus seis filhos já lhe deram doze netos e sete bisnetos. O oitavo bisneto já está a caminho.

Com superação e perseverança 01

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