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A Polícia Civil de Ronda Alta, no Norte do Rio Grande do Sul, voltou, nesta quinta-feira (22), ao local do incêndio que vitimou quatro indígenas na madrugada de quarta (21). Os agentes ouviram testemunhas do caso e também pessoas que acompanharam as vítimas até a cadeia da reserva Terra Indígena da Serrinha, onde estavam presas por perturbação, conforme as tradições da comunidade.
Um dos ouvidos foi o indígena apontado, inicialmente, como sobrevivente do incêndio na prisão. Em depoimento ao delegado Leandro Antunes, o homem disse que não chegou a ser detido.
“Apuramos que foram presas apenas as quatro pessoas que morram no incêndio. O indígena que teria sido preso e saído da cadeia prestou depoimento e afirmou que não foi preso, pois, em razão do seu estado de embriaguez, foi dormir antes da chegada da liderança e não presenciou as prisões”, disse o policial.
O cacique e os integrantes da comunidade que efetuaram as prisões serão ouvidos na semana que vem, conforme solicitação do advogado, disse Antunes.
Caso
As vítimas do incêndio foram identificadas como Edilson de Paula (21 anos), Josué Gabriel Silveira (23), Suzana Mariano (24) e Esmael Batista (25).
Segundo a polícia, os indígenas estavam fazendo uma festa. Por conta da perturbação, a liderança de um dos setores da tribo deteve os envolvidos e os levou para a cadeia da reserva, que acabou pegando fogo.
O cacique Marciano Inacio Claudino disse ao G1 que a prisão faz parte da cultura da população e que a prisão se deu após um pedido dos familiares dos jovens.
“Os familiares deles pediram para liderança conduzir eles até a cadeia, que é da cultura indígena, para ficar umas horas até passar o porre da bebedeira e se acalmar”, relatou.
No dia do incêndip, o delegado Leandro Antunes afirmou que a perícia não encontrou nenhum indício de que o fogo tenha sido criminoso.
Uma familiar de uma das vítimas contou à equipe da RBS TV que a mulher que morreu no incêndio era gestante. O Instituto-Geral de Perícias informou que, “devido ao estado dos corpos, não foi possível concluir” a gravidez.
Os corpos das vítimas foram velados e enterrados na tarde de quarta.
Fonte: G1 RS
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