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As investigações relacionadas ao Banco Master podem revelar um dos maiores escândalos financeiros já apurados no país. Segundo estimativa da Federação Nacional dos Policiais Federais, o esquema sob análise da Polícia Federal teria potencial para causar prejuízos de até R$ 500 bilhões ao sistema financeiro nacional.
O caso é investigado no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e transações consideradas sem respaldo técnico envolvendo instituições financeiras e o Banco de Brasília.
Em entrevista ao Correio Braziliense, o diretor de Estratégia Sindical da Fenapef, Flávio Werneck Meneguelli, afirmou que acompanha investigações de crimes financeiros complexos há cerca de duas décadas e classificou o caso como potencialmente o maior já registrado no Brasil nesse tipo de apuração.
“Tivemos algumas outras investigações de grandes prejuízos financeiros no sistema financeiro brasileiro, mas, nesse patamar de prejuízo, incluindo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), foi algo realmente que tomou uma proporção maior do que o orçamento da grande maioria dos nossos vizinhos, podendo chegar a R$ 500 bilhões”, declarou.
Segundo Meneguelli, parte significativa das suspeitas envolve operações ligadas ao BRB. De acordo com a estimativa apresentada por investigadores, somente os prejuízos relacionados ao banco estatal poderiam alcançar R$ 48 bilhões.
“Estimado pela investigação. Porque teve compra de crédito podre, que até estão tentando repassar agora. O novo presidente [Nelson de Souza] está tentando passar a parte menos complicada”, afirmou.
As apurações também aumentaram a pressão sobre autoridades do Distrito Federal. Segundo o representante da Fenapef, o apoio político dado à aquisição do Banco Master pelo BRB, mesmo diante de alertas e resistências técnicas, deverá ampliar o cerco sobre integrantes da administração local.
Meneguelli afirmou ainda que o Banco Central do Brasil teria apresentado posição contrária à operação na época, apesar de a transação ter recebido autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal por meio de projeto aprovado pelos parlamentares distritais.
“Algo que não existe a mínima justificativa técnica”, declarou o dirigente sindical ao comentar a aprovação legislativa da operação. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pela Polícia Federal.
Fonte: Direita Online
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