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Foi realizado nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, no Fórum da Comarca de São José do Ouro, o julgamento pelo Tribunal do Júri do homem acusado de matar Marina Lemos, crime ocorrido há pouco mais de um ano, no município de Machadinho.
A sessão iniciou às 8h00m e foi presidida pelo Juiz de Direito Victor Matheus Bevilaqua, titular da Vara Judicial da Comarca de São José do Ouro, responsável também pelos processos do município de Machadinho.
O réu, de 32 anos de idade, foi submetido a julgamento sob a acusação de feminicídio cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Desde a semana em que o crime aconteceu, o acusado permaneceu preso preventivamente, aguardando o julgamento.
Durante os trabalhos do Tribunal do Júri, acusação e defesa apresentaram suas teses aos jurados, que receberam a responsabilidade de decidir sobre a culpabilidade ou não do acusado, com base nas provas produzidas ao longo da investigação e da instrução processual.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, o crime ocorreu no dia 26 de janeiro de 2025, na residência da vítima, em Machadinho. Segundo a acusação, após uma discussão entre o casal, Marina Lemos foi atingida por diversos golpes de faca. Ainda conforme a denúncia, o acusado teria deixado a vítima agonizando no imóvel após as agressões.
A Polícia foi acionada depois que uma amiga da jovem, preocupada com a ausência de contato, decidiu ir até a residência para verificar a situação. Ao chegar ao local, encontrou Marina caída na cozinha da casa. De acordo com os laudos periciais, a causa da morte foi hemorragia aguda provocada pela ruptura de vasos sanguíneos em decorrência das lesões sofridas.
Em interrogatório, o réu admitiu ter desferido os golpes contra a vítima, porém alegou que teria agido em legítima defesa, afirmando que reagiu a uma agressão anterior. Durante a fase de instrução do processo, outras 11 testemunhas foram ouvidas pela Justiça.
O caso teve ampla repercussão regional e mobilizou a comunidade machadinhense, que acompanhou todas as etapas da investigação e do processo judicial ao longo do último ano.
Às 19h20m, o Conselho de Sentença decidiu: Culpado por feminicídio e outros agravantes.
Pena aplicada: 31 anos e 4 meses de reclusão.
Fonte: Rádio Club FM 96.7
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