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Urgente: PF faz operação contra sancionados por EUA e realiza prisão

A Polícia Federal iniciou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange, ação voltada ao combate de uma organização suspeita de movimentar e ocultar recursos financeiros oriundos do tráfico internacional de drogas. Entre os investigados estão pessoas que já haviam sido alvo de sanções aplicadas pelos Estados Unidos por supostas conexões com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante a ofensiva policial, uma das pessoas detidas foi Stella S. N. H. de O. Conforme informações atribuídas ao governo norte-americano, ela seria “parente” do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e atuaria como sua “secretária”. Ainda segundo as autoridades dos EUA, Stella exerceria papel de intermediação na movimentação de grandes quantias em dinheiro.

Victor Shimada aparece como proprietário de quatro empresas atingidas por sanções americanas, incluindo uma companhia com sede em Portugal. Fontes ligadas à investigação informaram que o empresário não foi localizado nos endereços cadastrados e, neste momento, é considerado foragido.

Por meio de nota, a defesa de Shimada informou que fará uma avaliação técnica do caso após ter acesso aos documentos e elementos da investigação.

A operação mobilizou mais de 50 agentes federais para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária. As ações ocorrem em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As medidas judiciais foram autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, a organização investigada utilizava uma estrutura considerada sofisticada para movimentar valores de forma ilegal. O esquema incluiria transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de grande porte e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de bens, valores e ativos digitais vinculados aos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões. Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes que ainda possam ser identificados no decorrer das apurações.

As empresas atingidas pelas sanções americanas são:

Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA, em Setúbal, Portugal;

Wave Construções Inteligentes LTDA, em Santos;

Pixwave Soluções de Pagamentos LTDA, em São Paulo;

Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, também em São Paulo.

Autoridades dos Estados Unidos apontam Shimada como um “elo fundamental” na relação com integrantes do PCC. De acordo com o comunicado norte-americano, ele teria participado da lavagem de mais de US$ 30 milhões em diferentes cidades dos EUA.

O governo dos Estados Unidos também informou, sem mencionar diretamente o Corinthians, que Victor Shimada, ligado à empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, chegou a ser preso pela Polícia Federal em janeiro de 2025 por suspeita de “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”.

Com a aplicação das sanções, os bens e ativos de Shimada e Stella em território americano foram bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas dos Estados Unidos ficaram impedidos de realizar operações financeiras com ambos. Instituições estrangeiras que mantenham relações comerciais com os sancionados também poderão sofrer restrições adicionais.

No mês passado, em 5 de junho, o governo do presidente Donald Trump oficializou a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, ampliou mecanismos legais para aplicação de sanções contra as facções e indivíduos relacionados aos grupos.

Nota

A defesa tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas.

Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis.

Fonte: Direita Online

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