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Renato Portaluppi não demorou a resgatar jogadores experientes que estavam escanteados por Luís Castro no Grêmio. No primeiro jogo, escalou Balbuena e João Pedro como titulares e, no segundo tempo, colocou Marcos Rocha. Nenhum deles tem mais do que 15 jogos na temporada.
O paraguaio Balbuena completou a 15ª partida em 2026 e é o caso mais sintomático da mudança de aproveitamento por parte do treinador. O zagueiro não começava um jogo há 133 dias – derrota do Grêmio em casa para o Flamengo por 1 a 0, em 10 de maio.
Três dias depois, entrou durante confronto com o Confiança, fora de casa, pela Copa do Brasil, mas ficou poucos minutos em campo e foi substituído com lesão muscular.
Convocado pelo Paraguai para a Copa do Mundo, Balbuena entrou em campo apenas duas vezes e somou apenas 46 minutos. Desde o retorno ao Grêmio, não havia disputado nenhuma partida e, por vezes, nem sequer era relacionado pela antiga comissão técnica.
Renato decidiu utilizar o experiente jogador de 35 anos para montar o esquema com três zagueiros, de olho na bola aérea do Palmeiras. Kannemann, com desconforto muscular, não pôde atuar. Em função do limite de estrangeiros, o volante Nardoni, contratado este ano, ficou de fora dos relacionados. Balbuena tem vínculo com o Grêmio até junho do ano que vem.
– Eu preciso do grupo todo, independente da idade, do salário, do nome, eu preciso deles todos. Hoje, eu coloquei em campo o Balbuena, que não jogava há quatro meses. Foi sujeito homem. No intervalo do jogo ele falou “estou muito cansado, fica à vontade se quiser me tirar”. Eu falei “não vou te tirar”. Ele falou “não quero sair, mas estou muito cansado”. E ele voltou – comentou Renato após o empate com o Palmeiras neste domingo.
Renato entende que o momento delicado do time, no Z-4 do Brasileirão, pede união no grupo. Por isso, pretende reaproximar jogadores e aumentar a mescla de experiência e juventude. O próprio Kannemann, multicampeão no clube ao lado de Renato, tem o papel de liderança reforçado dentro do vestiário e é utilizado como referência pelo técnico.
– Numa hora dessa, nesses jogos importantes, duríssimos, a experiência conta bastante. Não que eu não conte com os garotos, pelo contrário, mas tem horas que alguns garotos, inclusive a nossa dupla de zaga, o Wallace e o Carioca (Gustavo Martins) são jovens, e o próprio Pedrinho. Às vezes, com jogadores de experiência do lado, coordenando eles dentro do campo, se sintam mais seguros, porque no momento das dificuldades, se tiver muitos garotos em campo, vai ter a vontade, mas vai faltar a experiência – explicou o treinador.
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